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b'Este trabalho pretende discutir as utilidades aplicadas ao conhecimento hist\xf3rico atrav\xe9s de duas obras de Friedrich Nietzsche: Segunda Considera\xe7\xe3o Extempor\xe2nea (1874) e Humano, Demasiado Humano (1878), atrav\xe9s de um deslocamento intencional a fim de atingir dois objetivos em comum: a valoriza\xe7\xe3o da vida e o combate \xe0 metaf\xedsica. As duas obras ser\xe3o tomadas como centrais para observarmos a mudan\xe7a no uso do conhecimento hist\xf3rico. Na primeira obra, a hist\xf3ria \xe9 utilizada para embasar uma cr\xedtica \xe0s utilidades e desvantagens de sua atualidade. Atua, assim, como uma esp\xe9cie de diagn\xf3stico sobre o presente, \xe9poca de uma cultura que padecia de uma doen\xe7a hist\xf3rica devido ao uso demasiado da ci\xeancia hist\xf3rica e dos modos das filosofias da hist\xf3ria. Observaremos um deslocamento ou uma transi\xe7\xe3o de interesse no momento em que influ\xeancias como as de Schopenhauer e Wagner, tidos como exemplos e figuras relevantes para a composi\xe7\xe3o das obras iniciais de Nietzsche, come\xe7aram a ser combatidos por ele. Essa mudan\xe7a \xe9 observ\xe1vel na obra Humano, Demasiado Humano, na qual Nietzsche passou a tratar o sentido hist\xf3rico como essencial para a constru\xe7\xe3o daquilo que chamou de filosofia hist\xf3rica e a falta dele como um defeito heredit\xe1rio dos fil\xf3sofos. Perceberemos, por fim, um projeto embrion\xe1rio de Nietzsche - daquilo que posteriormente chamou de genealogia - ao contestar, de forma mais incisiva, as ra\xedzes da metaf\xedsica moral atrav\xe9s da utilidade da hist\xf3ria e do di\xe1logo com as ci\xeancias.'