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b'Frequentemente, as diversas modalidades de viol\xeancia praticadas contra crian\xe7as e adolescentes ocorrem silenciosamente, longe do olhar de eventuais testemunhas, dentro das barreiras f\xedsicas, culturais e morais do seio familiar. Assim, recorrentemente, resta apenas a prova testemunhal para fins de comprovar o alegado, proporcionando a puni\xe7\xe3o ao agressor, protegendo a v\xedtima da reitera\xe7\xe3o das agress\xf5es e, por fim, demonstrando o controle estatal.\nTodavia, segundo parcela da comunidade jur\xeddica, a fragilidade da prova testemunhal, ainda mais nos casos de depoentes hipervulner\xe1veis, n\xe3o seria a melhor solu\xe7\xe3o jur\xeddica ao processo penal. Logo, a contempla\xe7\xe3o \xfanica e exclusiva da doutrina da prote\xe7\xe3o integral e do princ\xedpio da prioridade absoluta da classe infantojuvenil, em tese, v\xedtima ou testemunha de algum tipo de viol\xeancia, resultaria na m\xedngua das garantias constitucionais do segundo polo d\xe9bito da rela\xe7\xe3o, isto \xe9, o acusado.\nNeste passo, a presente obra busca analisar as evolu\xe7\xf5es hist\xf3ricas e sociais que resultaram em diversas mudan\xe7as legislativas na seara jur\xeddica, em especial, com a implementa\xe7\xe3o da Lei n.\xba 13.431/2017, no \xe2mbito do direito processual penal. Ainda, eventuais confrontos com os direitos inerentes aos profissionais assistentes sociais, psic\xf3logos e, principalmente, com as garantias constitucionais da pessoa do r\xe9u, em mat\xe9ria de produ\xe7\xe3o de prova por meio da oitiva da v\xedtima ou testemunha menor de idade, mediante o depoimento especial.'