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b'Em maio de 2011, o STF reconheceu a uni\xe3o est\xe1vel entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar numa vota\xe7\xe3o hist\xf3rica, televisionada para o pa\xeds e para o mundo, jogando luz no tema num tom acad\xeamico, mas com sensibilidade.\n\xc9 importante salientar que o Brasil \xe9 o pa\xeds onde mais se mata LGBTI+ e o Estado n\xe3o tem pol\xedticas p\xfablicas para enfrentar essa situa\xe7\xe3o dr\xe1stica e afronta aos direitos humanos.\nEste livro se debru\xe7a sobre essa vota\xe7\xe3o hist\xf3rica no STF, que acatou duas a\xe7\xf5es de objeto e pedido semelhantes: a ADPF 132 e a ADI 4277.\nNaquele momento, havia um clima mais democr\xe1tico no pa\xeds. Apesar disso, o Congresso Nacional nunca aceitou discutir o tema e se manteve silente na vota\xe7\xe3o da Corte Suprema.\nO momento era outro: as pessoas tinham vergonha de se assumir conservadoras, optavam pelo sil\xeancio e as agress\xf5es eram invis\xedveis, na calada da noite.\nApesar do avan\xe7o, a uni\xe3o est\xe1vel entre casais do mesmo sexo \xe9 juridicamente prec\xe1ria. Por essa raz\xe3o, este livro tem o cuidado de esmiu\xe7ar o tema e propor alternativa que conceda a garantia de direitos.\nVale observar que poucos escritores ousaram tecer cr\xedticas ao ac\xf3rd\xe3o do Supremo Tribunal Federal. O mais contundente foi o Dr. Roger Raupp Rios, em contraposi\xe7\xe3o \xe0 Dra. Maria Berenice Dias, que considera o ac\xf3rd\xe3o uma vit\xf3ria e acredita que os problemas est\xe3o sanados.\n\xc9 imperioso discutir o tema, pois ele se reflete sobre os direitos LGBTI+ e a reflex\xe3o \xe9 um ato de luta que precisa se concretizar todos os dias.\nEsse \xe9 o debate e o convite \xe0 ousadia.'