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b'S\xf3 existe uma maneira de sentir alegria no amor: \xe9 ser correspondido. Caso contr\xe1rio, isto \xe9, se n\xe3o for correspondido, s\xf3 resta o sofrimento ou a sublima\xe7\xe3o. Na sublima\xe7\xe3o, por seu turno vive-se a melancolia e, no sofrimento, vive-se a tristeza. Como resolver toda essa situa\xe7\xe3o? Isto \xe9, como sair da tristeza e da melancolia de um amor n\xe3o correspondido? S\xf3 existe um jeito: o esquecimento. Esquecer \xe9 matar o amor dentro de si. \xc9 preciso, ent\xe3o, beber das \xe1guas do rio Lethes. O rio Lethes, na mitologia grega, era o rio do esquecimento, e quem bebesse de suas \xe1guas perderia, imediatamente, todas as lembran\xe7as. Isso poderia ser feito atrav\xe9s de um novo amor ou atrav\xe9s do Tempo, Chronos, que tudo cura. Mas a solu\xe7\xe3o n\xe3o \xe9 t\xe3o simples e tudo tem um pre\xe7o. Para esquecer o amor \xe9 preciso fingir que ele n\xe3o existe, que n\xe3o sentimos o que sentimos. \xc9 preciso que nos tornemos poetas. Como dizia Fernando Pessoa: O poeta \xe9 um fingidor; finge t\xe3o completamente, que chega a fingir que \xe9 dor, a dor que deveras sente. Existe uma outra forma de esquecer um amor n\xe3o correspondido, que \xe9 cair nos bra\xe7os de Dion\xedsio. Dion\xedsio \xe9 o deus do vinho, da orgia e das bacanais. Dessa forma, o vinho e a embriaguez ajudam a esquecer o amor n\xe3o correspondido, ao menos temporariamente.'
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