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b'Este livro de Leonardo Schwab Pires \xe9 uma pesquisa, no campo jur\xeddico, em torno do abolicionismo penal, operando em registros ao mesmo tempo \xe9tico, filos\xf3fico e hist\xf3rico.\nSabemos que M\xe1rio de Andrade, em Pauliceia Desvairada, perguntou ser\xe1 necess\xe1ria a pris\xe3o para que haja civiliza\xe7\xe3o?. Resta saber o que resultou desse ju\xedzo, lembrando que Carandiru era um pres\xeddio de S\xe3o Paulo.\nTendo como ponto de partida esse problema a pris\xe3o \xe9 necess\xe1ria?, L\xe9o Pires toma para si o desafio de estabelecer um di\xe1logo entre o fil\xf3sofo Michel Foucault e os principais te\xf3ricos do abolicionismo penal, sobretudo com o holand\xeas Louk Hulsman. Um dos pontos de intercess\xe3o est\xe1 no fato de Hulsman, assim como Foucault, ter contestado a l\xf3gica discursiva e pol\xedtica que edifica a ideia de sistema penitenci\xe1rio.\nO estudo de L\xe9o Pires atravessa diferentes categorias do abolicionismo penal os bons e os maus, o culpado necess\xe1rio, estigma e estere\xf3tipo. Come\xe7ando com Louk Hulsman e passando a seguir para autores incluindo Ra\xfal Zaffaroni e Edson Passetti.\n\xc9 ineg\xe1vel que o sistema prisional e os seus c\xf3digos comp\xf5em um terr\xedvel pesadelo, sobretudo nos pa\xedses pobres.'
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