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b'A interven\xe7\xe3o estatal sobre a economia visa atender o interesse p\xfablico. Essa \xe9 a defesa ret\xf3rica desse instrumento de atua\xe7\xe3o estatal sobre setor n\xe3o controlado primordialmente pelo Estado, qual seja, o mercado. Ademais, para que o Estado atue de forma a balizar a atua\xe7\xe3o do particular, decerto que depende da legitima\xe7\xe3o conferida pela soberania pol\xedtica e jur\xeddica. Assim, a interven\xe7\xe3o estatal na economia depende, supostamente, de operar com vistas a atender o interesse p\xfablico, bem como ser realizada por ente pol\xedtico dotado de legitimidade para atuar soberanamente. Com base nessa constru\xe7\xe3o te\xf3rica, caracter\xedstica da modernidade, \xe9 que se questionou nesse trabalho o instituto da interven\xe7\xe3o estatal sobre a economia, sua legitimidade e sua finalidade. Com efeito, apresentou-se que, sob a \xf3tica da nova racionalidade neoliberal, a atua\xe7\xe3o da Administra\xe7\xe3o P\xfablica em mat\xe9ria econ\xf4mica se afastou do original intuito de atendimento ao interesse p\xfablico, tornando-se instrumento de salvaguarda dos interesses do mercado. Para tanto foram estudados os elementos que comp\xf5em a assim denominada racionalidade neoliberal, exemplos pr\xe1ticos de sua aplica\xe7\xe3o e, ao final, realizou-se estudo quanto aos agentes de sua implementa\xe7\xe3o. Concluiu-se que para se estabelecer um efetivo nexo causal entre a interven\xe7\xe3o estatal sobre a economia e o interesse p\xfablico, necess\xe1rio se faz, inicialmente, um questionamento te\xf3rico dessa nova racionalidade, a fim de que se possam pensar alternativas a tal realidade.'