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b'A obra se prop\xf5e a analisar a crise ambiental deflagrada no final do s\xe9culo XX e que permeia o cen\xe1rio nacional e internacional, hodiernamente, a partir de uma teoria cr\xedtica dos direitos humanos que tem como ponto de partida o continente latino-americano. Buscar-se-\xe1 entender os poss\xedveis pressupostos que geraram este quadro ambiental emergente, iniciando-se com o questionamento sobre a racionalidade euroc\xeantrica fundada em premissas coloniais e imperialistas dos pa\xedses do Norte as quais legitimadas por institui\xe7\xf5es oriundas na Modernidade, tais como: o Estado, o Direito e o Mercado capitalista. Verificar-se-\xe1 que tal paradigma proporcionou uma rela\xe7\xe3o antropoc\xeantrica entre o homem e a natureza (dicotomia sujeito-objeto) por contribuir para o contexto da crise ecol\xf3gica, tornando-se uma amea\xe7a \xe0 exist\xeancia humana. Desta maneira, algumas matrizes te\xf3ricas e filos\xf3ficas ser\xe3o aproximadas, como a Fenomenologia existencial (Heidegger), a complexidade ambiental (Leff) e a teoria cr\xedtica dos direitos humanos (Herrera Flores, Santos, Dussel), a fim de tentar superar a racionalidade cartesiana instrumental e t\xe9cnica, trilhando uma racionalidade ambiental, que possa servir de base para a consolida\xe7\xe3o do pensamento ecol\xf3gico essencial capaz de enfrentar os conflitos gerados pela l\xf3gica utilitarista do mercado. Por fim, utilizar-se-\xe1 o exemplo da polui\xe7\xe3o atmosf\xe9rica vivenciado na regi\xe3o metropolitana de Vit\xf3ria-ES.'