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b'Esse livro oferece ao leitor um estudo sobre a necessidade de transpar\xeancia na esfera p\xfablica e na privada, visto os diversos anseios que assolam a popula\xe7\xe3o ao n\xe3o compreenderem as informa\xe7\xf5es repassadas. No \xe2mbito p\xfablico, \xe9 indispens\xe1vel o acesso \xe0s informa\xe7\xf5es de uma maneira descomplicada e direta, logo, deve-se haver o incentivo para que mais indiv\xedduos busquem as informa\xe7\xf5es para verifica\xe7\xe3o e, ao mesmo tempo, a fiscaliza\xe7\xe3o das a\xe7\xf5es dos gestores p\xfablicos. No \xe2mbito privado, a divulga\xe7\xe3o das informa\xe7\xf5es enseja uma maior transpar\xeancia nas rela\xe7\xf5es de consumo, em que pese, por muitas vezes, o consumidor, por n\xe3o pesquisar sobre o produto ou servi\xe7o, possa vir a ter transtornos futuros. Nesse trabalho, aborda-se a transpar\xeancia como um direito fundamental do cidad\xe3o e seu enfoque no direito p\xfablico e privado, possuindo previs\xe3o legal na Constitui\xe7\xe3o Federal e em leis esparsas. Discorre-se, primeiramente, sobre a evolu\xe7\xe3o hist\xf3rica da dicotomia entre o p\xfablico e privado e os momentos marcantes para exemplificar a import\xe2ncia da separa\xe7\xe3o entre os dois \xe2mbitos. Evidencia-se, no presente estudo, a consagra\xe7\xe3o do direito do cidad\xe3o brasileiro enquanto pessoa adquirente e destinat\xe1ria de servi\xe7os. Adiante, demonstra-se a transpar\xeancia como publicidade, fazendo com que a popula\xe7\xe3o fique \xe0 par das informa\xe7\xf5es que envolvam a coisa p\xfablica e a import\xe2ncia de sua fiscaliza\xe7\xe3o como um dever de cidadania, em que a sociedade tem o poder de gerir o espa\xe7o p\xfablico atrav\xe9s do controle social e haja a valoriza\xe7\xe3o da Lei de Acesso \xe0 Informa\xe7\xe3o, a qual buscou minimizar eventuais preju\xedzos ao cidad\xe3o que ocorriam outrora. Ap\xf3s, avan\xe7a-se sobre a an\xe1lise da transpar\xeancia na esfera privada, em que, historicamente, a partir da sociedade de consumo, o consumidor passa a adquirir mais produtos e servi\xe7os, todavia, muitas vezes, sendo apenas para a satisfa\xe7\xe3o de um desejo passageiro. Em seguida, verifica-se a relev\xe2ncia de apresentar todas as informa\xe7\xf5es ao consumidor durante a rela\xe7\xe3o de consumo, em vias de possibilitar que este compre aquele determinado produto ou servi\xe7o por vontade pr\xf3pria e se constituindo como sabedor das informa\xe7\xf5es. Resta claro que a publicidade precisa utilizar seu espa\xe7o para ajudar o consumidor, pois o que se percebe \xe9 um induzimento, sem qualquer respaldo, por parte dela, e a ocorr\xeancia de diversos preju\xedzos. A boa-f\xe9, um dos princ\xedpios norteadores das rela\xe7\xf5es jur\xeddicas, \xe9 baseada na confian\xe7a e lealdade, e, conjuntamente com a transpar\xeancia, busca o equil\xedbrio. Hodiernamente, inexiste a possibilidade de n\xe3o revelar as informa\xe7\xf5es reais para o cidad\xe3o, independente da esfera, visto que o objetivo da transpar\xeancia \xe9 afastar a desinforma\xe7\xe3o. Por fim, faz-se um apanhado sobre casos pr\xe1ticos envolvendo a transpar\xeancia nas esferas p\xfablicas e privadas.'