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b'Este livro \xe9 resultado de tr\xeas ensaios produzidos, entre os anos, de 2020 e 2021. Per\xedodo no qual todos sofremos com o isolamento social e com a enorme mortalidade da COVID-19. A parte III foi a primeira a ser escrita, sendo finalizada no final de 2020. Nela tratamos do dilema raz\xe3o/humaniza\xe7\xe3o no processo hist\xf3rico de desenvolvimento do capitalismo. Consiste em uma investiga\xe7\xe3o sobre as raz\xf5es pelas quais tr\xeas grandes sistemas de pensamento, representados pelas ideias de Smith, Hegel e Marx, n\xe3o deram conta de estabelecer um processo civilizat\xf3rio (sociabilidade e civilidade), livre de explora\xe7\xe3o e expropria\xe7\xe3o, em termos da apropria\xe7\xe3o privada do trabalho social.Do primeiro ensaio fui levado a quest\xe3o das lutas de classe no capitalismo, tema da parte II do livro. Nele examinamos algumas das contradi\xe7\xf5es do capitalismo p\xf3s-moderno, atrav\xe9s a perspectiva do materialismo hist\xf3rico dial\xe9tico. Por fim, a parte I, trata da cr\xedtica das fontes de renda e de suas respectivas formas de distribui\xe7\xe3o na hist\xf3ria econ\xf4mica do capitalismo.Ao questionar a raz\xe3o econ\xf4mica, a partir dos tr\xeas temas tratados neste livro, temos como pretens\xe3o abrir novas perspectivas de an\xe1lise e cr\xedtica da teoria econ\xf4mica mainstream. Penso que somente assim conseguiremos enxergar para al\xe9m da superficialidade dos fen\xf4menos econ\xf4micos, como t\xe3o bem nos ensinara o pr\xf3prio Marx. Podemos agora observar, nitidamente, as implica\xe7\xf5es sanguin\xe1rias da m\xe3o invis\xedvel sobre os processos sociabilidade/civilidade do mundo p\xf3s-moderno, a irracionalidade social contida na teoria da renda capitalista, o ilusionismo otimista das teorias do desenvolvimento econ\xf4mico e o praticamente impar\xe1vel monstro devorador de vidas, de sociabilidade e do planeta que se tornou o capitalismo digital-financeiro. Em s\xedntese, revelar processos, meios e formas atrav\xe9s dos quais o grande capital personificado se apropriou privadamente das institui\xe7\xf5es, inclusive do Estado, estabelecendo, a partir do final do s\xe9culo XX, uma sociedade paradoxal, pois ao mesmo tempo associal, antissocial, a-hist\xf3rica, apol\xedtica, ambientalmente insustent\xe1vel e belicamente autodestrutiva.'