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b'Nem todos sabem ao certo de onde vieram. Em tempos de ado\xe7\xf5es sigilosas, fertiliza\xe7\xf5es com doadores an\xf4nimos e hist\xf3rias familiares fragmentadas, muitos crescem sem a certeza sobre suas ra\xedzes biol\xf3gicas. E ainda assim, cada c\xe9lula do nosso corpo carrega, silenciosa e poderosa, a heran\xe7a de algu\xe9m. A mem\xf3ria gen\xe9tica que nos habita transcende o nome escrito em um registro civil. \xc9 algo que pulsa, que vibra em nossas rea\xe7\xf5es, em talentos inesperados, em dores que n\xe3o sabemos explicar.Carl Gustav Jung, ao falar do inconsciente coletivo, j\xe1 sinalizava que herdamos mais do que olhos e ossos recebemos tamb\xe9m padr\xf5es, arqu\xe9tipos e hist\xf3rias n\xe3o contadas. E Bert Hellinger, pai das Constela\xe7\xf5es Familiares Sist\xeamicas, ampliou essa vis\xe3o ao afirmar quetodos pertencem . Mesmo os que n\xe3o conhecemos. Mesmo os que foram exclu\xeddos. Honrar essa linhagem invis\xedvel \xe9 um ato de amor e liberdade.A frase popular Filho de quem \xe9, n\xe3o vai longe carrega um peso de preconceito e limita\xe7\xe3o. Contudo, quando olhada com profundidade, revela um dilema: o que herdamos pode tanto nos aprisionar quanto nos impulsionar. O que faz a diferen\xe7a \xe9 como olhamos para essa heran\xe7a.'
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