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b'A quest\xe3o ind\xedgena est\xe1 bastante evidente atualmente, seja nas discuss\xf5es sobre a demarca\xe7\xe3o territorial e o marco temporal (Supremo Tribunal Federal), seja com o Projeto de Lei 490/2007 (Congresso Nacional). Em vista disso, este livro buscou identificar e problematizar a rela\xe7\xe3o existente entre os campos da autonomia pol\xedtica e dos problemas socioambientais no Brasil envolvendo os povos ind\xedgenas brasileiros. Para tanto, foi realizada uma an\xe1lise da racionalidade jur\xeddico-pol\xedtica do Estado brasileiro ante a quest\xe3o ind\xedgena. A teoriza\xe7\xe3o realizada se pautou na ado\xe7\xe3o das categorias de autonomia pol\xedtica para compreender os principais conflitos socioambientais incidentes em \xe1reas com popula\xe7\xf5es ind\xedgenas. Associado a isso, a pesquisa procurou desenvolver uma an\xe1lise hist\xf3rica do direito indigenista, na legisla\xe7\xe3o brasileira, sempre a partir de uma dimens\xe3o pol\xedtica da norma. Como conclus\xe3o, restou evidenciada uma l\xf3gica na forma\xe7\xe3o do Estado brasileiro atrav\xe9s de racionalidade econ\xf4mica que perpassa nosso atual modelo de desenvolvimento, indo para al\xe9m da dicotomia direita-esquerda; tamb\xe9m foi observado que o movimento ind\xedgena pode ser considerado um movimento social pensado e articulado de autonomia pol\xedtica; por fim, o levantamento hist\xf3rico da legisla\xe7\xe3o indigenista no per\xedodo demonstrou a exist\xeancia de normas simb\xf3licas em rela\xe7\xe3o aos direitos territoriais ind\xedgenas, como tamb\xe9m os avan\xe7os e retrocessos em rela\xe7\xe3o aos direitos sociais daquele mesmo grupo.'