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b'O livro Pedro Brabo e o Diabo re\xfane nove contos de Manoel Ambr\xf3sio (1865-1947), quase todos publicados na revista carioca A Noite Ilustrada entre setembro de 1935 e julho de 1936. Dentre os personagens ambrosianos destacam-se o coronel Serpa, o velho chefe de jagun\xe7os chamado Canguss\xfa, o fac\xednora e valent\xe3o Pedro Brabo, o fazendeiro Jo\xe3o e sua orgulhosa doen\xe7a da branquidade, o escravo Pai Jo\xe3o, o homicida Gerv\xe1sio Cascavel e a sinistra ora\xe7\xe3o do Creio em Deus Padre ao contr\xe1rio, cachaceiro e brig\xe3o Joaquim da Ponte e a bela Evangelina Vanj\xfa , que aparou \xe0 escovinha o cabelo e trajou-se de homem para vingar o assassinato dos filhos. Os contos de Manoel Ambr\xf3sio foram ambientados nos sert\xf5es do rio S\xe3o Francisco (norte/noroeste de Minas Gerais) entre 1865 e 1892, resgatando, nas palavras do autor, as hist\xf3rias das popula\xe7\xf5es do interior com seus primitivos e coloniais costumes. O professor Manoel Ambr\xf3sio foi, nas s\xe1bias palavras de seu bi\xf3grafo, Francisco de Vasconcellos o maior expoente da cultura barranqueira de todos os tempos. Manoel tinha a alma popular dentro de si. N\xe3o era o intelectual encastelado na sua saben\xe7a e sim o homem simples e acess\xedvel, amante do contato com o povo, observador atento, esp\xedrito de elevada sagacidade. O ineditismo foi, ali\xe1s, um fato marcante em sua vida de escritor e, sua obra, \xe9 madeira de lei que n\xe3o cede \xe0 voragem das pragas temporais.'