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b'No final da d\xe9cada de 1980, um grupo de jovens paulistas passou a se identificar com os Skinheads White Power europeus e criaram uma organiza\xe7\xe3o chamada Poder Branco Paulista. Inspirados em seus cong\xeaneres da cena europeia, elaboraram uma identidade antag\xf4nica aos demais grupos juvenis locais de sua \xe9poca, inclusive em rela\xe7\xe3o a outros grupos Skinheads, como os Carecas do Sub\xfarbio, SP Oi! e Carecas do ABC, tendo como caracter\xedsticas distintivas a cren\xe7a em mitos pol\xedticos, na acep\xe7\xe3o de Georges Sorel, adaptados \xe0 realidade brasileira: a supremacia racial dos paulistas, a secess\xe3o do estado de S\xe3o Paulo e da regi\xe3o Sul do Brasil e a conspira\xe7\xe3o judaica. Al\xe9m disso, seus militantes nutriam profunda admira\xe7\xe3o por Adolf Hitler e ao Nacional Socialismo.Ef\xeamero, pois em 1993 a pol\xedcia dissolveu essa organiza\xe7\xe3o, o Poder Branco Paulista deixou marcas duradouras na cena Skinhead local, estimulando debates sobre o que \xe9 ser Skinhead e seus leg\xedtimos posicionamentos pol\xedticos, referenciais hist\xf3rico/culturais e normas de conduta, especialmente em rela\xe7\xe3o ao racismo e a judeufobia.'
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