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b'Emergiram na modernidade diversos sistemas te\xf3ricos que se propunham a antever o futuro, antecipando com precis\xe3o cient\xedfica os rumos seguidos pela Hist\xf3ria. Entre o final do s\xe9culo XIX e o s\xe9culo XX, esses sistemas sofreram graves questionamentos de diferentes fontes. A contesta\xe7\xe3o das filosofias do progresso t\xedpicas do s\xe9culo retrasado tem sido um dos instrumentos empregados pelos cr\xedticos do Espiritismo para qualificarem-no como uma corrente de pensamento ultrapassada, atrelando-o ao Positivismo comteano. Outros ainda, dentro do pr\xf3prio movimento esp\xedrita, se esfor\xe7am por identificar a proposta esp\xedrita com concep\xe7\xf5es ut\xf3picas e revolucion\xe1rias que ainda alimentam, cada uma \xe0 sua maneira, o desejo de controlar o processo hist\xf3rico, muitas vezes tendo por \xfanico crit\xe9rio de valor um paradigma moral materialista. Este breve trabalho se dedica a refletir sobre o problema, come\xe7ando por sintetizar o conte\xfado das obras fundamentais de Allan Kardec a respeito do progresso, prosseguindo com um elenco de concep\xe7\xf5es filos\xf3ficas e religiosas que a humanidade produziu acerca do assunto e concluindo com um contraste entre o paradigma esp\xedrita e essas concep\xe7\xf5es. Adicionalmente, inclui uma abordagem da teoria social da sucess\xe3o das aristocracias, atribu\xedda a Kardec e constante de Obras P\xf3stumas.'
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