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b'O Bumba Meu Boi faz parte da cultura, da teatralidade e da religiosidade que envolve o povo brasileiro, de maneira especial \xe9 a identidade do negro, do ind\xedgena e do pardo, \xe9 uma consagra\xe7\xe3o de hibridismo que circula os terreiros da capital maranhense e cidades da baixada. O folguedo sortido de cores, sotaques e bailados \xe9 a imagem do S\xe3o Jo\xe3o do Maranh\xe3o. Festa ludomaranhense que homenageia S\xe3o Mar\xe7al, santo n\xe3o reconhecido pela Igreja Cat\xf3lica, e cercado de sincretismo, comungando tanto com o catolicismo quanto com a religi\xe3o afro-maranhense. Essa festa de cores, tambores e sotaques saiu da categoria de movimento marginalizado para configurar enquanto \xedcone do estado do Maranh\xe3o, foi inserida no terreiro das mass media e agora reverbera no campo midiatizado das redes sociais, circulando e fazendo circular suas toadas, seus ritos, que se inicia com o batismo, passando pelas incont\xe1veis apresenta\xe7\xf5es, confluindo com o ritual de morte do boi, que \xe9 mediado e midiatizado pelos processos sociais. O que poderia ser considerado como fim permanece vivo e latente atrav\xe9s das redes sociais com a exposi\xe7\xe3o das novas toadas, ensaio dos integrantes, confec\xe7\xe3o das indument\xe1rias, maquiagem, ensaios fotogr\xe1ficos, seletiva, a exposi\xe7\xe3o em circula\xe7\xe3o para o alcance de curtidas, coment\xe1rios, compartilhamentos e mais seguidores virtuais. A ess\xeancia da cultura brincante prevalece, e agora mais ainda atrav\xe9s do urro do Boi nas redes sociais.'