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b'O Moleque-Psi fez quest\xe3o de existir, mesmo quando n\xe3o vinha a ser sequer um \xe1tomo nem uma ideia, na mente, nem um desejo, no corpo, de seu pai. \xc9 livro para adultos, diferente do que possa parecer. O eu-l\xedrico vive e fala na periferia dos extremos da cidade grande, com toda a suntuosidade sem\xe2ntica poss\xedvel de um erudito, em fins do s\xe9culo XX, atrav\xe9s de muitos versos e alguma prosa po\xe9tica.Nessa periferia, h\xe1 muitas vielas onde existe um ladr\xe3o \xe0 espreita; muitos campinhos onde se v\xea os meninos enfiados uns nos outros, tais quais aqueles da obra Futebol, de C\xe2ndido Portinari; h\xe1 botecos transmitindo sons de m\xfasica estranha ao Moleque-Psi; mas ele permanece o mais do tempo dentro de casa, na sua rela\xe7\xe3o com os seus.A obra versa sobre os est\xe1gios do desenvolvimento psicossexual postulados por Freud, fazendo uma esp\xe9cie de cruzamento, um tanto audaz, com os per\xedodos de desenvolvimento da crian\xe7a, de Piaget. Para tanto, narra as artimanhas do beb\xea, assim como as travessuras do moleque e seus impulsos em prol da vida, seja esta narrativa entendida pelo prisma dos estudiosos de Freud seja dos de Piaget, de ambos ou de nenhum.\xc0 \xe9poca, em que o Moleque-Psi vivia crian\xe7a, a tecnologia ainda era incipiente no Brasil, de modo que seu desenvolvimento infantil foi praticamente manual, anal\xf3gico e ricamente sensorial. Ele fala em brinquedos singelos, como chocalhos e chupetas, etc., mas tamb\xe9m em quadros, antenas e playgrounds.'