{"product_id":"lua-a-pino-pietro-costa","title":"Lua A Pino | Pietro Costa","description":"Pietro Costa\u003cbr\u003e\n\u003cstrong\u003eLua A Pino\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\n\nClube de Autores\u003cbr\u003e\n\u003cp style=\"color:red\"\u003e\u003cstrong\u003eLibro disponible en 5 dias hábiles.\u003cbr\u003e\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cstrong\u003ePáginas:\u003c\/strong\u003e 140\u003cbr\u003e\n\u003cstrong\u003ePrecio:\u003c\/strong\u003e 729.5\u003cbr\u003e\n\u003cstrong\u003eEstado:\u003c\/strong\u003e Nuevo\u003cbr\u003e\n\u003cstrong\u003ePeso:\u003c\/strong\u003e 0.191 kgs.\u003cbr\u003e\n\u003cstrong\u003eISBN:\u003c\/strong\u003e 9786586615623\n\u003cp\u003e\u0026gt;\u0026gt; BOCA LIVRE: Brasília-DF, 10 de julho de 2021.LUA A PINOMarcos Fabrício Lopes da Silva*Aplicada a textos, à medida que se liberta da tutela normativa exercida pelas antigas disciplinas literárias  gramática, retórica e poética , a crítica se desregulamenta. Prevalecendo o livre exame e pois o relativismo de julgamentos, tende a aproximar-se de uma nova ramificação da filosofia emergente no século XVIII, a estética. Dela absorve em especial a noção de gosto. Fortalecida na centúria iluminista, a crítica literária desdobra-se no século XIX, como exercício acadêmico e estudo científico. Continua a discussão filosófica acerca de questões como gosto, sensibilidade, beleza, agora acompanhada de uma ciência da crítica, com aparato conceitual próprio apto a propor explicações causais para o fenômeno literário.Cientificamente, o crítico deve priorizar raciocínios necessários diante de raciocínios preferíveis. Nada há menos semelhante que a análise dum poema no intuito de o achar bom ou mau, tarefa quase judicial e comunicação confidencial que se resume em muitas perífrases, em dar sentenças e confessar preferências, e a análise desse mesmo poema com o intuito de encontrar indicações estéticas, psicológicas e sociológicas, trabalho de ciência pura, em que o autor se dedica a extrair causas dos fatos, leis dos fenômenos, estudando tudo sem parcialidade e sem predileções  argumenta Émile Hennequin (1859-1888), em seu livro A crítica científica (1888). Segundo o crítico francês, a arte literária é um conjunto de frases escritas ou faladas, com o fim de produzir, na alma dos leitores ou ouvintes, uma emoção especial, a emoção estética.Em Lua a pino (2021), livro poético de Pietro Costa, a beleza, ou o sentimento, origina-se nos domínios do sensível, esse vasto reino sobre o qual se assenta a existência de todos nós humanos. No entanto, na ausência de um saber sensível e de uma formação estética, pode tornar-se limitada a percepção do sujeito diante de seu entorno. Tendo em vista que a literatura é arte, faz-se necessário observar que o texto literário possui uma função estética. Ao contrário de uma função utilitária, que reduz a obra aos pretextos, a função estética amplia os nossos sentidos e permite a contemplação da obra pelas vias artísticas:A poesia definitiva\/Ou indefinível\/A vida como ela é\/Sem retoques\/Filtros de cor\/Brilhos\/Vinhetas\/Que fica\/À espreita\/Do observador\/Da cena\/É a matéria criativa, vagueando com autonomia:\/Em calçadas, parques, favelas\/Matas, bosques, vielas\/Comunidades, palácios, avenidas\/Condomínios, aldeias, ilhas\/Teatros, praças, pontes,\/Planaltos, mares, montes\/Cerrados, sítios, sertões\/Pradarias, padarias, quintões\/Quintais, rios, cordilheiras\/Lagos, rochas, cachoeiras\/Escadas, muros, quartos,\/Janelas, portas, quadros\/Na respiração dos corpos\/Nos beijos suaves e fogosos\/Nas crianças e seu sorriso pueril\/Nos adultos de trato gentil\/Na afeição romântica e impetuosa\/Na relação longeva e virtuosa\/Nos edifícios, cidades, pousadas\/Não possui residência fixada\/Perambula, como andarilha\/Na sua própria cinestesia...\/Nua, não veste nada\/Somente um arranjo de véu e grinalda! (Bodas da poesia).Não compete à literatura apenas descrever a realidade tal como ela se apresenta, seguindo critérios de base documental e registro histórico. Gosto estético, conhecimento lógico e princípios morais a postos, Pietro Costa sugere ricas percepções para celebrar a literatura como matéria criativa, vagueando com autonomia. Seu fazer poético está relacionado com a transfiguração inventiva da vida. Dedicar as melhores palavras ao que pensamos e sentimos passa pelo exercício literário de oferecer ao público associações inusitadas que ampliam o nosso repertório de existência individual e social.Entrelaçando as instâncias explícitas e implícitas da linguagem, a poesia nua, não veste nada\/Somente um arranjo de véu e grinalda!. O acessório, portanto, ressalta a graça do essencial. Beleza em movimento, podemos assim dizer. No embalo das flores oferecidas por Pietro Costa: Florinterpreta celulites, estrias, no autoamor que triunfa\/Florirradia jovialidade, sapiência, é a beleza que avulta (Flor e Raiz). Enquanto dissemina-se uma cultura centrada no epidérmico, na qual há mais estética que ética, a ética vem de dentro  iluminada pela razão e fomentada pela prática das virtudes.Não por acaso, Italo Calvino (1923-1985), em Seis propostas para o próximo milênio (1988), expressa que o grande desafio para a literatura é o de saber tecer em conjunto os diversos saberes e os diversos códigos numa visão pluralística e multifacetada do mundo. Diante disso, compreendemos a importância da literatura no processo do desenvolvimento do ser. O livro de Pietro Costa é, em sua essência, uma invenção com valor. Sim, o amor se acha nas dessemelhanças (Eros e Anteros)  adverte, com sabedoria, o autor de Lua a pino. A graça vital se faz então requisitada na expressão legítima da alteridade. Pietro Costa problematiza a questão em Outrofobia:Encontros?\/Solidão compartilhada\/Lares?\/Campos de batalha\/Posturas geniosas\/Verve autoritária\/Nos ombros alheios\/Uma ominosa carga\/Nos dedos postos em riste\/Holocaustos da indiferença\/Névoas carregadas de chistes\/Olhos trovejando incertezas\/O paciente zero da pandemia\/O ensejo do caos e desditas\/Sempre na outra ponta\/Fora das divisas do espelho\/Os erros de maior monta. Há um desequilíbrio sistêmico que tenta nos reduzir a seres extrofiados, revirados para fora, estranhos a nós próprios, como lamentava Kierkegaard (1813-1855), pois nossa autoestima passa a depender do que vem de fora  da gula e da antropofagia visual aos arremedos de fama, fortuna e poder. Não é em vão que os orientais chamam o centro energético do nosso ser, lá onde se situa o coração, de plexo solar. Como noites com sol, somos celebrados em Lua a pino, de Pietro Costa.* Professor nas Faculdades Promove de Sete Lagoas (2005-2009), Fortium (2013) e JK (2013-2020). Jornalista, formado pelo UniCEUB. Poeta. Doutor e mestre em Estudos Literários pela UFMG.\u003c\/p\u003e","brand":"Clube de Autores","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47662904869032,"sku":"712533","price":729.5,"currency_code":"UYU","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0526\/8960\/0680\/files\/POCI-9786586615623_POCI-_9786586615623_62ced61b-bb64-457a-9262-b3e9c784281a.jpg?v=1781484050","url":"https:\/\/www.libreriapocho.com.uy\/products\/lua-a-pino-pietro-costa","provider":"Librería Pocho","version":"1.0","type":"link"}