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b'As grandes redes sociais globais dominam parte significativa da infraestrutura da liberdade de express\xe3o na sociedade e constituem um cap\xedtulo disruptivo e central no processo de reconfigura\xe7\xe3o das possibilidades de exerc\xedcio daquele direito fundamental. As pol\xedticas de modera\xe7\xe3o de conte\xfado dessas empresas - ou seja, as regras estabelecidas por esses entes privados, bem como suas decis\xf5es, sobre quais tipos de conte\xfados s\xe3o permitidos ou proibidos em seus ambientes - s\xe3o ainda pouco analisadas ou debatidas. Esse \xe9 um problema jur\xeddico singular que n\xe3o \xe9 abordado diretamente pela atual legisla\xe7\xe3o brasileira, embora possua evidentes implica\xe7\xf5es \xe0 liberdade de express\xe3o. O risco de censura privada com alto impacto em debates p\xfablicos convive com a necessidade real de abordar conte\xfados problem\xe1ticos que surgem nesses ambientes virtuais, tais como discursos de \xf3dio e campanhas de desinforma\xe7\xe3o. Este livro pretende iluminar como essas pol\xedticas de modera\xe7\xe3o costumam ser implementadas pelas maiores redes sociais: Facebook, Youtube e Twitter - tanto por meio de seus aspectos operacionais, quanto por uma an\xe1lise de regras substantivas. Ao final, apresenta argumentos e crit\xe9rios a partir do marco do constitucionalismo digital para dar respostas conceituais e normativas \xe0s perguntas formuladas diante desse problema jur\xeddico. Em especial, s\xe3o apresentadas linhas de atua\xe7\xe3o ao judici\xe1rio brasileiro e tamb\xe9m diretrizes que sirvam para uma atualiza\xe7\xe3o legislativa do Marco Civil da Internet.'