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b'A consolida\xe7\xe3o das redes sociais on-line tem provocado um constante estado de excita\xe7\xe3o e otimismo entre usu\xe1rios da web, profissionais da \xe1rea (como jornalistas) e, tamb\xe9m, no campo acad\xeamico, onde t\xeam sido defendidas teorias que preveem a transforma\xe7\xe3o do nosso pr\xf3prio modo de vida a partir de uma "cibersociedade" autorregulada pela "intelig\xeancia coletiva". Contudo, na contram\xe3o da euforia exacerbada, o que tem se testemunhado nesse espa\xe7o ainda \xe9 o amplo dom\xednio dos processos semiformativos propagados pela ind\xfastria cultural; a multiplica\xe7\xe3o exponencial de conte\xfados rasos que supersaturam nossos sentidos; e a prolifera\xe7\xe3o de discursos de \xf3dio e intoler\xe2ncia, pr\xf3prios daquelas personalidades que Theodor W. Adorno e seus colaboradores em Berkeley identificaram como potencialmente autorit\xe1rias ou fascistas. Partindo da realidade supracitada, num movimento dial\xe9tico de cr\xedtica negativa, esta obra responde como (e em que medida) a supersatura\xe7\xe3o dos sentidos dos indiv\xedduos associada \xe0 antifilosofia promovida pelos mass media contribui para a prolifera\xe7\xe3o de tra\xe7os da s\xedndrome fascista nas redes sociais on-line. Para isso, retoma a Escala F e analisa a forma\xe7\xe3o de indiv\xedduos fascistas durante o golpe jur\xeddico-midi\xe1tico-parlamentar de 2016, quando a presidenta Dilma Rousseff foi injustamente afastada do cargo e se tornou alvo do discurso de \xf3dio da extrema-direita.'