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b'A Hist\xf3ria da Educa\xe7\xe3o no Brasil \xe9 uma parte peculiar dentro da hist\xf3ria de educa\xe7\xe3o no mundo, porque ela est\xe1 em uma constru\xe7\xe3o que parece n\xe3o ter fim. Nada mais normal quando se compreende o tempo de exist\xeancia como pa\xeds em rela\xe7\xe3o aos antigos s\xedtios europeus e asi\xe1ticos. Se a cr\xedtica \xe9 feroz nos resultados alcan\xe7ados para uma alfabetiza\xe7\xe3o eficaz; forma\xe7\xe3o de h\xe1bito de leitura; capacidade de raciocinar em grau cient\xedfico e filos\xf3fico, quanto mais severa n\xe3o ser\xe1 a forma\xe7\xe3o humana? Aquela que nos forma para deixarmos a passividade, o costume ego\xedstico de ver o outro como inimigo, menor, menos capaz e de menor merecimento pela cor de sua pele.A educa\xe7\xe3o para as rela\xe7\xf5es \xe9tnico-raciais \xe9 a tentativa inovadora de humanizar racioc\xednios acrisolados na falsa concep\xe7\xe3o de que o negro \xe9 inferior, e a estrat\xe9gia parece simples: acabar com o racismo estratificado na sociedade a partir da coloniza\xe7\xe3o e sistematizado a partir da aboli\xe7\xe3o.A pauta \xe9 uma constante bandeira levanta pelos negros desde o primeiro que fugiu atirando-se do navio negreiro at\xe9 aquele sufocado na atualidade com sua voz abafada entre outros de maior simpatia midi\xe1tica, econ\xf4mica e pol\xedtica. Todavia, o povo negro, diferente dos demais, n\xe3o pode ser e deixar de ser segundo a conveni\xeancia do momento, da conjuntura; n\xe3o pode se disfar\xe7ar em meio a multid\xe3o dos outros atores de direitos tamb\xe9m relevantes. Resta ao negro se organizar para n\xe3o perder o que conquistou com muito suor e dedica\xe7\xe3o.'