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b'Ganga nasceu como uma cole\xe7\xe3o de postagens realizadas em Rede Social sobre a Quimbanda, criando vez ou outra, pontes entre a feiti\xe7aria tradicional brasileira, o hermetismo tradicional, a magia cerimonial, as culturas arcaicas da magia e os cultos de mist\xe9rios. Esse conjunto de op\xfasculos meditativos, portanto, \xe9 uma continua\xe7\xe3o do projeto iniciado no segundo volume do DAEMONIUM:o papel da Quimbanda no atual renascer da magia dos grim\xf3rios.A inten\xe7\xe3o ao organizar esse projeto foi que ele se parecesse o m\xe1ximo poss\xedvel com um di\xe1rio de reflex\xf5es m\xe1gico-inici\xe1ticas. Para enriquec\xea-lo, adicionei alguns ensaios que n\xe3o entraram no DAEMONIUM (Vol. II) por algum motivo.A palavra ganga \xe9 aportuguesada e deriva de um termo multilingu\xedstico da cultura banto, nganga, conec-tado a ideia de poder sobrenatural, i.e. m\xe1gico, utilizado para designar o feiticeiro que trabalha com esp\xedritos ancestrais ou tutelares (familiares), o t\xe9cnico ritualista e curador (agente de equil\xedbrio social). No Brasil o termo ganga tamb\xe9m \xe9 utilizado para designar hora o Exu de Quimbanda, hora seu fundamento, quer dizer, seu corpo f\xedsico ou assentamento.O motivo pelo qual escolhi este termo n\xe3o \xe9 apenas homenagear os Gangas da Quimbanda, mas dar continu-idade ao estudo da formula m\xe1gica do esp\xedrito tutelar e sua import\xe2ncia na tradi\xe7\xe3o da magia, que iniciamos no primeiro volume do DAEMONIUM.Essa obra, portanto, pode ser considerada um ap\xeandice do segundo volume do DAEMONIUM.'