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b'H\xe1 mais de cinquenta anos, a Filosofia Ambiental tem se dedicado \xe0 tarefa de examinar criticamente as diferentes rela\xe7\xf5es que vamos estabelecendo com a natureza mais que humana. Neste mesmo per\xedodo, tamb\xe9m se fortaleceu a percep\xe7\xe3o de que certos pressupostos fundamentais da cosmovis\xe3o cient\xedfica moderna foram abalados por um n\xfamero crescente de desenvolvimentos te\xf3ricos de vanguarda na f\xedsica, na biologia e em outras \xe1reas da ci\xeancia. Tal percep\xe7\xe3o alimentou um pulso de reflex\xe3o inter e transdisciplinar acerca da emerg\xeancia de um novo paradigma para o pensamento cient\xedfico e filos\xf3fico contempor\xe2neo. Na tese defendida neste livro, resultante da pesquisa de doutorado defendida junto ao Programa de P\xf3s-gradua\xe7\xe3o em Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina, estabele\xe7o como ecofilosofias as abordagens n\xe3o antropoc\xeantricas da filosofia ambiental, que assumem um car\xe1ter emancipat\xf3rio em termos socioculturais e epist\xeamicos. E tento apontar, no cerne da reflex\xe3o acerca do paradigma emergente, a consolida\xe7\xe3o de uma perspectiva te\xf3rica inovadora, ainda em processo de matura\xe7\xe3o; o pensamento sist\xeamico-complexo. Com isso, pretendo sustentar que as ecofilosofias e o pensamento sist\xeamico-complexo vislumbraram a emerg\xeancia de um novo paradigma de conhecimento por itiner\xe1rios distintos, que agora podem ser melhor explicitados, convergindo e fertilizando-se mutuamente.'