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b'A pesquisa pretendeu compreender a contradi\xe7\xe3o inerente \xe0 condi\xe7\xe3o do estudante-trabalhador mais especificamente, o jovem trabalhador em regime de contrato especial com base na Lei 10.097/2000, conhecida como a Lei da Aprendizagem. As contradi\xe7\xf5es intr\xednsecas ao objeto se apresentam como uma problem\xe1tica que deve ser identificada e analisada, pois, se por um lado, a autonomia adquirida pelo jovem em seu meio social amplia seu campo de possibilidades e a reorganiza\xe7\xe3o de seu projeto de vida, por outro, sua entrada antecipada no mundo adulto acelera a reprodu\xe7\xe3o do novo modelo capitalista, que tem como base n\xe3o mais a produ\xe7\xe3o e, sim, o consumo. Os dados foram produzidos a partir das discuss\xf5es presentes no F\xf3rum de Aprendizagem Catarinense e da aplica\xe7\xe3o de 669 question\xe1rios preenchidos por jovens aprendizes vinculados a entidades qualificadoras na grande Florian\xf3polis que aceitaram participar da pesquisa (num total de 11 entidades). Como resultado, podemos dizer que a Lei cumpre com seus prop\xf3sitos, seja com rela\xe7\xe3o \xe0 possibilidade de oportunizar aos jovens uma experi\xeancia profissional, incentivar a escolariza\xe7\xe3o, gerar renda e garantir condi\xe7\xf5es de trabalho adequadas, seja, ainda, antecipando a adultiza\xe7\xe3o, incluindo-os na sociedade de consumo e formando-os para o novo cen\xe1rio do mundo do trabalho. Independente disso, as contradi\xe7\xf5es presentes nesse processo indicam que a Lei possui import\xe2ncia como dispositivo capaz de movimentar as rela\xe7\xf5es e tensionar as rela\xe7\xf5es entre juventude, forma\xe7\xe3o profissional e trabalho.'