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b'Este livro analisa as consequ\xeancias da valoriza\xe7\xe3o da escrita de si na consolida\xe7\xe3o do g\xeanero romanesco moderno \xe0 luz das reflex\xf5es do professor e cr\xedtico liter\xe1rio Ian Watt de que o romance moderno se consolidou quando os recursos narrativos nele utilizados se subordinaram a um prop\xf3sito moral e da constata\xe7\xe3o de Michel Foucault de que a pr\xe1tica da confiss\xe3o religiosa gradativamente al\xe7ou o sexo a uma dimens\xe3o privilegiada da verdade \xedntima, tendo seu auge no s\xe9culo XVIII.Nos romances aqui analisados, a moral \xe9 problematizada atrav\xe9s do mergulho no obsceno, em confiss\xf5es nas quais as personagens rememoram processos de aprendizagem a partir de dois eixos relevantes na literatura do S\xe9culo das Luzes: o prazer corporal e a filosofia. A partir desses eixos, o discurso sobre o sexo no romance pornogr\xe1fico setecentista se mostra dotado predominantemente do que optamos chamar de est\xe9tica da confiss\xe3o, que trouxe desdobramentos importantes para os contornos estruturais de que o romance se revestiu e que agora \xe9 t\xe3o familiar para n\xf3s, leitores do s\xe9culo XXI.Jo\xe3o B. Martins de Morais (Johnny Martins) \xe9 professor al\xe9m de revisor, tradutor, cr\xedtico liter\xe1rio e colaborador em diversas revistas acad\xeamicas licenciado em Letras (Portugu\xeas e Ingl\xeas) pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde desenvolveu tamb\xe9m sua pesquisa de mestrado em Teoria da Literatura intitulada Transtextualidade e erotismo na trilogia de Hilda Hilst. Doutor em Letras na linha de pesquisa Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Para\xedba (UFPB) e Universit\xe9 Blaise-Pascal, suas pesquisas se dedicam, sobretudo, aos estudos da narratologia com foco na literatura er\xf3tica e pornogr\xe1fica com recorte no romance epistolar. Atualmente \xe9 professor adjunto da Universidade do Agreste de Pernambuco (UFAPE) trabalhando com L\xedngua e Literatura Inglesa.'