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b'Livro-enigm\xe1tico sobre Direito e Literatura, no qual aparece a misteriosa Rainha do Meio-Dia. A guerra contra a Besta-Loura-Calib\xe3! Not\xedcia dA Pedra do Reino e de seu Imperador, Dom Pedro Dinis Quaderna! Primeiras indica\xe7\xf5es sobre o Direito Castanho e o Sertanismo Jur\xeddico! Como a nossa Na\xe7\xe3o foi invadida por cru\xe9is e desconhecidos estrangeiros, que massacraram o nosso Povo e dominaram a nossa P\xe1tria! Viagens e expedi\xe7\xf5es \xe0 procura da Ilha Desconhecida! Visagens e andan\xe7as pelo Sert\xe3o! Pl\xe1gios e recria\xe7\xf5es po\xe9ticas! Profecias, del\xedrios, ilus\xf5es e mentiras! Enigma, poesia, desejo, paix\xe3o, ironia, desordem e crime!--------------------------------------------------------Refletir, contextualizar e de alguma forma apontar alternativas ao projeto racional/colonial no direito \xe9 tarefa que cabe \xe0 pesquisa interdisciplinar a partir da articula\xe7\xe3o de m\xfaltiplos saberes. O trabalho de Raique Lucas de Jesus Correia contribui decisivamente para o enfrentamento desta tarefa. Sua contribui\xe7\xe3o, parte da monumental obra de Ariano Suassuna culminando com o esbo\xe7o de uma proposta de epistemologia castanha para o direito. O trabalho chama a aten\xe7\xe3o para os processos de subalterniza\xe7\xe3o e invisibiliza\xe7\xe3o do olhar sertanejo e do seu potencial de contribui\xe7\xe3o para pensar o direito em chave decolonial. Trata-se aqui de evidenciar os diferentes n\xedveis de colonialidade que ocultam n\xe3o apenas o sentido de latinidade ou mesmo de brasilidade, mas, sobretudo, a dimens\xe3o sertaneja, quase sempre insuficientemente explorada nos debates decolonias. O esfor\xe7o de Raique aponta assim para novas fronteiras da pesquisa em direito e sociedade no Brasil. - Jo\xe3o Paulo Allain TeixeiraMeu av\xf4, Ariano Suassuna, eternizou o termo e conceito Ilumiara. Inicialmente, como espa\xe7os s\xedmbolos de celebra\xe7\xe3o da nossa cultura , Marcos Sagrat\xf3rios do Brasil Real (em oposi\xe7\xe3o ao Brasil Oficial). Anos depois, passou a entender e estender toda a sua cria\xe7\xe3o art\xedstica como uma Ilumiara. Cada obra mantendo sua singularidade e import\xe2ncia, mas, ao mesmo tempo, todas elas compondo um corpo \xfanico, interligadas, um grande mosaico armorial. Raique Lucas de Jesus Correia, com o seu livro consegue, com muita lucidez e coer\xeancia, levar adiante a Chama Imortal de Ariano. Por meio de uma intersec\xe7\xe3o entre o Direito, a Literatura e o Sert\xe3o que tamb\xe9m pode ser o Brasil e o Mundo , demonstra que o sonho de Ariano, nosso sonho, \xe9 a mais perfeita express\xe3o do Brasil verdadeiro e profundo, a prepara\xe7\xe3o para um futuro que h\xe1 de chegar: Sonho com o dia em que o Sol de Deus vai espalhar justi\xe7a pelo mundo todo. - Jo\xe3o SuassunaRaique desenvolve a tessitura do seu livro, numa revela\xe7\xe3o em di\xe1logo com o personagem Pedro Dinis Quaderna, o qual se intitula na introdu\xe7\xe3o como, Raique Lucas de Jesus Correia-Quaderna. Isso nos faz pensar que incorpora a miss\xe3o de Quaderna. O leitor ao ler o seu livro, perceber\xe1 por meio da narratividade, o anseio por uma for\xe7a transformadora de uma identidade nacional. Assim \xe9 que sua escrita lan\xe7a focos de luzes \xe0 teoria do direito e da arte entrela\xe7ada \xe0 literatura de Ariano Suassuna. Raique deixa fluir essa manifesta\xe7\xe3o art\xedstica, em que traz para o seu texto e contexto a import\xe2ncia das narrativas liter\xe1rias em interconex\xe3o com o Direito. Essa busca o direciona para uma perspectiva human\xedstica e \xe9tica no campo jur\xeddico. O modo hermen\xeautico admir\xe1vel como Raique evidencia essa dimens\xe3o human\xedstica, cr\xedtica e \xe9tica em sua escrita, a partir da obra de Suassuna, nos convida \xe0 reflex\xe3o nesse processo de tessitura-narrativa entre Direito e Arte, nos trazendo \xe0 mem\xf3ria, a relev\xe2ncia fundamental do pensamento de Ariano e apontando para a importante miss\xe3o da decolonialidade como paradigma de liberta\xe7\xe3o dos povos da Rainha do Meio-Dia. - Suelma de Souza Moraes'