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b'No vocabul\xe1rio da sa\xfade p\xfablica, a viol\xeancia no \xe2mbito intrafamiliar \xe9 considerada como uma doen\xe7a hiperend\xeamica, ou seja, um agravo persistente e de alta incid\xeancia. Na atualidade, embora mais exposta e melhor conceituada, estando, inclusive, positivada juridicamente, e seja menos aceita socialmente que nas d\xe9cadas passadas, permanece mantida em patamares altos, como doen\xe7a social bastante frequente. Esta contribui\xe7\xe3o ao debate sobre o tema, \xe0 an\xe1lise da din\xe2mica e do contexto hist\xf3rico da viol\xeancia intrafamiliar associada ao uso de subst\xe2ncias psicoativas, tenta ir al\xe9m do diagn\xf3stico das causas, e reconhece algumas leis expl\xedcitas, a serem obedecidas sem pestanejar: Constatada a depend\xeancia qu\xedmica, se faz premente uma interven\xe7\xe3o, qualquer interven\xe7\xe3o; n\xe3o existe dano individual que n\xe3o seja tamb\xe9m dano coletivo. Se a liberdade surge como patologia, com terr\xedveis fei\xe7\xf5es de doen\xe7a, instala-se a nega\xe7\xe3o da fraternidade, do concernimento, base do cuidado com o outro, da capacidade de sentir remorso, do sentimento de preocupa\xe7\xe3o, respeito ou culpa para com outro indiv\xedduo. Tentar-se articular diferentes campos do conhecimento, de modo que os problemas identificados nas situa\xe7\xf5es de viol\xeancia e uso de drogas na fam\xedlia possam ser compreendidos enquanto neles se realiza uma interven\xe7\xe3o qualificada.'