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b'O papel de protagonista da mulher no parto est\xe1 diretamente ligado \xe0 sua autonomia privada, e n\xe3o existiria esse protagonismo sem que houvesse uma assist\xeancia humanizada ao parto. Considera-se relevante reconhecer que a autonomia da mulher implica em autorregular-se, decidir sobre sua vida e seu pr\xf3prio corpo de maneira livre, defendendo seus interesses e efetivando a prote\xe7\xe3o \xe0 dignidade da pessoa humana. Para tanto, \xe9 necess\xe1rio analisar como e em que medida a sociedade patriarcal pode influenciar de maneira negativa no exerc\xedcio dessa autonomia, reprimindo, por vezes, o direito da mulher \xe0 autorregula\xe7\xe3o de acordo com seus pr\xf3prios princ\xedpios. Al\xe9m disso, o v\xednculo existente na rela\xe7\xe3o entre m\xe9dico e paciente n\xe3o deve se basear em autoritarismo, mas sim em algo consensual, em que deve predominar a liberdade de escolha da mulher, pois a autonomia da parturiente \xe9 o que move essa rela\xe7\xe3o, da qual resultam diversos direitos e deveres extrapatrimoniais, enfatizando o dever do m\xe9dico de informar. Assim, com uma rela\xe7\xe3o baseada em confian\xe7a e respeito entre m\xe9dico e paciente e empoderadas pela informa\xe7\xe3o adquirida durante toda a gesta\xe7\xe3o, as mulheres estar\xe3o mais preparadas para o parto, cientes de que, se algum tipo de viol\xeancia obst\xe9trica ocorrer, os agentes de tais condutas poder\xe3o ser responsabilizados civilmente pelos seus atos.'