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b'O livro investiga como as conven\xe7\xf5es coletivas de consumo podem ser avivadas e resultar em arranjos institucionais \xfateis para o mercado de consumo. Mudan\xe7as institucionais, no entanto, mostram-se necess\xe1rias no \xe2mbito das pol\xedticas p\xfablicas de defesa do consumidor e da regula\xe7\xe3o econ\xf4mica do mercado, especialmente, para definir conte\xfados que sejam funcionais e alberguem os interesses comuns de ambos os grupos. Inova-se, para tanto, em certas premissas, como: a CCC n\xe3o pode ser confundida com o instrumento de sem\xe2ntica semelhante do direito do trabalho; a defesa do consumidor assumiu, no Brasil, uma trajet\xf3ria social que, muitas vezes, n\xe3o \xe9 condizente com o mercado, exigindo a revisita\xe7\xe3o do seu objetivo; a desregula\xe7\xe3o parcial n\xe3o implica em afastamento das garantias conquistadas pelo modelo de regula\xe7\xe3o p\xfablica; e, a pr\xe1tica da coopera\xe7\xe3o m\xfatua na elabora\xe7\xe3o da CCC pode ser uma estrat\xe9gia para alcan\xe7ar regras institucionais de boa qualidade. Acredita-se, assim, que consumidores e fornecedores podem, em determinadas circunst\xe2ncias, direcionar suas pr\xf3prias condutas, de forma a coordenar a solu\xe7\xe3o que seja mais vantajosa e ben\xe9fica para os dois grupos. A negocia\xe7\xe3o coletiva, nesse sentido, permite resolver mais facilmente problemas comumente verificados no \xe2mbito do mercado, que n\xe3o podem ser percebidos numa rela\xe7\xe3o individual, por exemplo, pequenas pr\xe1ticas que proporcionam grandes lucros e pequenos direitos que geram grandes preju\xedzos.'