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b'A partir do s\xe9culo XIX, as mulheres passaram a frequentar a escola, foram para a universidade, para o trabalho e para as ruas. Aprender a ler e a escrever trouxe para essas mulheres uma nova rotina de leitura: depois dos livros de reza, vieram os di\xe1rios, os romances, as revistas femininas, a correspond\xeancia, os jornais. Nessa perspectiva, Ana Maria Esteves analisa as pr\xe1ticas de leitura de mulheres, mais particularmente os processos de apropria\xe7\xe3o da leitura e da escrita de professoras, de m\xe3es e de meninas portadoras da s\xedndrome de Down em um Centro de Refer\xeancia. Trata-se de um estudo de caso, de car\xe1ter etnogr\xe1fico, que clarifica as trajet\xf3rias pr\xf3prias de leitura dessas mulheres que, entre t\xe1ticas e estrat\xe9gias, apropriaram-se de maneiras de ler nas rela\xe7\xf5es da oralidade com a cultura escrita e constitu\xedram uma comunidade leitora. Para essas mulheres, a leitura assume uma presen\xe7a singular no cotidiano e um significado especial em suas vidas.'
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