Bicentenário Da Independência | Thiarles Soares Silva
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b'Thiarles Soares Silva'
b'Bicenten\xe1rio Da Independ\xeancia'
b'Recome\xe7o ou Nada'
b'Clube de Autores'

Libro disponible en 5 dias hábiles.

Páginas: 270
Precio: 1095.0
Estado: b'Nuevo'
Peso: 0.419 kgs.
ISBN: b'9786526607350'

b'Sobre o livro Bicenten\xe1rio da Independ\xeanciaThiarles Soares Silva \xe9 um...

  • Nombre: Bicentenário Da Independência | Thiarles Soares Silva
  • Editorial: Clube de Autores
  • Ttipo: Book
  • Publicado: 2025 / 07 / 08
  • Código: 9786526607350

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Bicentenário Da Independência | Thiarles Soares Silva
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b'Thiarles Soares Silva'
b'Bicenten\xe1rio Da Independ\xeancia'
b'Recome\xe7o ou Nada'
b'Clube de Autores'

Libro disponible en 5 dias hábiles.

Páginas: 270
Precio: 1095.0
Estado: b'Nuevo'
Peso: 0.419 kgs.
ISBN: b'9786526607350'

b'Sobre o livro Bicenten\xe1rio da Independ\xeanciaThiarles Soares Silva \xe9 um escritor brasileiro e publica seu livro de estreia no g\xeanero ensaio/dial\xf3gico, com uma obra de n\xe3o-fic\xe7\xe3o chamada Bicenten\xe1rio da Independ\xeancia, comemorativa pelo Bicenten\xe1rio da Independ\xeancia. Um trabalho que \xe9, na inten\xe7\xe3o do autor, um di\xe1logo aberto com a Brasilidade, dialogando com as grandes obras n\xe3o-ficcionais ao povo brasileiro que ajudaram a moldar o pensamento nacional, entre elas a Carta de Achamento do Brasil e os Di\xe1logos das Grandezas do Brasil, s\xe3o obras que influenciaram a constru\xe7\xe3o de um pensamento nacional e possibilitaram sua posterior independ\xeancia. S\xe3o obras que constru\xedram a nacionalidade.Mas o autor denuncia um grave problema que se abateu sobre a nossa cultura; ao longo dos anos, a cultura e o senso de patriotismo brasileiro foi decaindo at\xe9 o que ele considera o sil\xeancio abissal em pleno bicenten\xe1rio. O que era para ser o novo \xe1pice da cultura nacional, tornou-se no decreto de seu estado moribundo. Ainda h\xe1 espa\xe7o para o patriotismo no Brasil? Esta palavra ganhou ao longo do s\xe9culo XX conota\xe7\xf5es negativas, por isso, toda a classe falante nacional procurou se afastar dela.Eis alguns trechos que o leitor ver\xe1 nesse livro que \xe9 singular na produ\xe7\xe3o recente nacional:N\xe3o estou a escrever para bajular patriotas e a nenhuma corrente pol\xedtica. N\xe3o vim para dar tapinhas nas costas de nenhum que venha a se dizer defensor do bem comum ou dos interesses nacionais. Eu vim para desmascarar a falsidade que impera entre as classes falantes, sobretudo aquelas que se vendem como representantes da vontade popular. Se algu\xe9m quiser saber qual \xe9 a minha corrente de pensamento, direi que sou eu mesmo e os meus juvenis anos de vida transcorridos, imaturos e iletrados, ignorados por quaisquer defensores da civiliza\xe7\xe3o de cujas vozes ressoam nos ares muito superiores da grandiloquente cultura nacional. Mas eu creio que tenho algo a dizer para voc\xea que queira saber mais do sentido de ser brasileiro no Brasil do s\xe9culo XXI, e que sente seu orgulho nacional maculado pela indiferen\xe7a ou mesmo complexo de vira-lata que nos impingiram nas \xfaltimas d\xe9cadas: o Brasil \xe9 mais do que essa mesquinharia onipresente. Se voc\xea est\xe1 aqui, \xe9 porque sentiu j\xe1 no t\xedtulo a car\xeancia do que \xe9 ser brasileiro....O esp\xedrito de ruptura \xe9 o da recria\xe7\xe3o da nacionalidade: a cada gera\xe7\xe3o, surge um grupo de intelectuais que querem recriar o sentido de nacionalidade, rompendo com o que existiu e com o que existe, e fazendo algo novo, que n\xe3o existe, e que n\xe3o se conecta com a hist\xf3ria se n\xe3o para difam\xe1-la e faz\xea-la odi\xe1vel aos brasileiros; e nesse esp\xedrito de ruptura, querem modificar a hist\xf3ria do Brasil, fazendo ignorar ou odiar o pr\xf3prio passado, ou v\xea-lo de modo alheio, com desd\xe9m, ao que foi realmente. O esp\xedrito de ruptura n\xe3o tem fim, porque ele n\xe3o pode apagar a exist\xeancia dos la\xe7os humanos, por isso, ele tem que continuar atacando, de gera\xe7\xe3o em gera\xe7\xe3o, mesmo quando o que ele ataca j\xe1 est\xe1 h\xe1 muito tempo morto.Havia chegado o ano de 2022 quando percebia o problema: havia um sil\xeancio entre aqueles que pensavam no futuro do Brasil, como que ignorando o seu passado, ou lendo o pa\xeds e sua hist\xf3ria em vista de uma pol\xedtica modista atual. Essa forma de ver o Brasil, a partir do presente, reinterpretando o passado, vem desde os primeiros anos de nossa independ\xeancia. \xc9 que era necess\xe1rio procurar uma narrativa que justificasse o discurso do momento. No come\xe7o era o discurso de se libertar de Portugal, depois o discurso de se livrar do Imp\xe9rio, depois o discurso de se livrar da Rep\xfablica Velha, e depois, de Vargas, e depois, da democracia; de Jango; dos militares; dos comunistas; dos revolucion\xe1rios; dos esquerdistas; dos conservadores; do patriotismo; da hist\xf3ria; do futuro; e a\xed cheg\xe1vamos, enfim, em pleno ano de 2022, sem um alarde ou comemora\xe7\xe3o pelos 200 anos de nossa independ\xeancia hist\xf3rica. A pergunta foi e ainda \xe9: por qu\xea? Por que o sil\xeancio constrangedor do patriotismo em pleno bicenten\xe1rio ignorado pelo povo e ainda mais pelas classes falantes?O Brasil \xe9 o Pa\xeds da Esperan\xe7a, e o contr\xe1rio da esperan\xe7a \xe9 a ang\xfastia; se n\xf3s nos deixamos ser tragados pela ang\xfastia, n\xe3o teremos a alegria para a esperan\xe7a que adviria, porque esperan\xe7a \xe9 uma confian\xe7a que age e se percebe como part\xedcipe da vida, a ang\xfastia \xe9 um desespero, um fechar-se para ser uma luz acesa debaixo da cama. A luz ainda n\xe3o pode retornar para si mesma, para o pr\xf3prio umbigo, a luz \xe9 por sua natureza uma reta que se imp\xf5e ao olhar. Somos o pa\xeds da esperan\xe7a, mas tamb\xe9m somos o pa\xeds da ang\xfastia, de uma ansiedade que afasta a ordem do porvir e nos faz apressar para hoje o que deve ser plantado agora, e a querermos colher o que ainda n\xe3o pens\xe1vamos plantarontem.A nossa for\xe7a (do Brasil) est\xe1 em se adaptar, mas isto deve ser usado para criar o belo, o bom, o agrad\xe1vel, o \xfatil, o que perdura para al\xe9m de n\xf3s mesmos; s\xf3 se faz algo assim quando se tem amor pelo pr\xf3ximo, quando se deseja o sucesso e a perenidade do pr\xf3ximo e n\xe3o s\xf3 de si mesmo. N\xe3o \xe9 poss\xedvel construir uma sociedade perene, quando de tempos em tempos muda-se n\xe3o s\xf3 a roupa, como o rosto, o cabelo, os olhos, o c\xe9rebro, o corpo, a l\xedngua, a heran\xe7a intelectual inteira e se ignora a hist\xf3ria[4]. A hist\xf3ria \xe9 na realidade o interc\xe2mbio de tudo isto, \xe9 a mem\xf3ria memor\xe1vel e memorizada memoravelmente. Isto se d\xe1 por meio da arte. A ci\xeancia s\xf3 ajuda a aprimor\xe1-la, mas n\xe3o pode substitu\xed-la, nem subjug\xe1-la, como muitos cientistas sociais ou pedagogos pensavam.A B\xedblia pergunta se pode um pa\xeds nascer em um s\xf3 dia, se pode uma na\xe7\xe3o ser gerada de uma s\xf3 vez; ora, essa pergunta possui dois sentidos, ao meu ver, um negativo e outro positivo: n\xe3o, n\xe3o pode nascer em um s\xf3 dia, um pa\xeds leva tempos e tempos para nascer e se desenvolver, este tempo \xe9 de gera\xe7\xf5es, s\xe9culos, e um senso de comunidade muito forte alicer\xe7ada por uma cultura comum, de n\xedvel superior ao inferior, como um influxo que recai dos grandes aos pequenos; sim, pode, um pa\xeds j\xe1 nascer com o seu sentido de nacionalidade, restando \xe0s futuras gera\xe7\xf5es apenas o compreender mais e mais este sentido, participando de sua constru\xe7\xe3o. Ambos os casos est\xe3o certos, e em ambos os casos se realiza no Brasil.\xc9 caro para um brasileiro viajar e conhecer sua pr\xf3pria terra, vizinha ou outra qualquer, o que dir\xe1 de outros estados, n\xe3o \xe9 raro um brasileiro do Sudeste ou Nordeste que s\xf3 conhe\xe7a a Amaz\xf4nia pela televis\xe3o ou pelo ouvir falar, o mesmo se d\xe1 com o Nordeste, que j\xe1 se tornou para o povo que vive no Sudeste, um lugar quase m\xedtico de pobreza, humor e rudimento sertanejo, apesar dos milhares de nordestinos que vivem no Sudeste, mas tamb\xe9m eles sofrem da mesma limita\xe7\xe3o e vivem dos estere\xf3tipos, antes refor\xe7ando-os que sanando-os. Para o habitante do Sul do Brasil, ver aterradoramente a quase barbaridade que s\xe3o outras regi\xf5es do pa\xeds para ele, o faz desejar menos ainda conhecer o continente em que vive, achando que basta estar onde est\xe1, e no m\xe1ximo conhecendo o seu pr\xf3prio estado ou os vizinhos. De fato, os sulistas conhecem melhor a si mesmos que os de outras regi\xf5es consigo mesmos, mas todos s\xe3o igualmente alienados entre si, e o outro s\xf3 \xe9 conhecido por estere\xf3tipos, e tendo as novelas da televis\xe3o como intermedi\xe1rio para se imaginar conhecer o pa\xeds. Em tal estado de coisas n\xe3o devemos nos admirar de tamanha aliena\xe7\xe3o.Como j\xe1 fal\xe1vamos, se formos buscar as ra\xedzes desse deserto mudo e ensurdecedor, que paira no deserto de ideias que se tornou o Brasil, ideias quais miragens a cruzar dunas infinitas, sem prop\xf3sito algum que n\xe3o o empobrecimento e imbeciliza\xe7\xe3o de toda a gente, veremos que s\xe3o os intelectuais brasileiros os culpados em primeira via desta estupefata situa\xe7\xe3o de ang\xfastia[1]. S\xe3o eles, com seus livros e ideias bajulat\xf3rias para tudo o quanto se conv\xe9m chamar de arte e sublime, quando n\xe3o s\xe3o, que com sua ignor\xe2ncia hist\xf3rica e racioc\xednios falsos, levam a este esp\xedrito de aliena\xe7\xe3o, que leva at\xe9 mesmo o Estado Brasileiro a ignorar uma decente coordena\xe7\xe3o comemorativa pelos duzentos anos do pa\xeds. E aqui, vale nos desdobrarmos para o curioso fen\xf4meno de um governo patriota que n\xe3o fomentou o patriotismo:O Estado Brasileiro foi ent\xe3o de gargalo em gargalo, entrando numa depress\xe3o que mais indica a doen\xe7a do que o vigor de suas institui\xe7\xf5es. Se para que o pa\xeds d\xea import\xe2ncia a alguma coisa que tem import\xe2ncia nacional, precisa do aval da m\xeddia, este pa\xeds efetivamente est\xe1 acabado ou nunca existira de fato.Conforme j\xe1 foi dito, a m\xeddia foi sempre muito valorizada no Brasil, desde sua independ\xeancia, mas no momento que ela adoeceu, tamb\xe9m adoeceu o Brasil junto com ela, e adoeceu porque o Brasil j\xe1 estava doente antes. Dever\xedamos falar porque adoeceu, que doen\xe7a \xe9 esta que fez com que a m\xeddia, isto \xe9, os meios de divulga\xe7\xe3o social e cultural do Brasil, adoecesse, ca\xedsse de n\xedvel, para em seguida adoecer quem dela se alimenta, a saber: a Academia, escola, Estado, governo, artistas; para depois vermos se h\xe1 ainda uma esperan\xe7a para este colapso cognitivo nacional.No futuro, este livro cumprir\xe1 seu objetivo: ser\xe1 a testemunha do sil\xeancio, e de um patriotismo doente e moribundo, de um Brasil que completava duzentos anos de independ\xeancia, como que invadido pelos b\xe1rbaros de dentro e pelos b\xe1rbaros de fora, todos como pretensos defensores do povo brasileiro, este alineado como sempre, e como todo povo \xe9. Mas a maior defesa de um povo \xe9 a de sua pr\xf3pria intelig\xeancia, e se esta \xe9 pautada por modismos midi\xe1ticos, ent\xe3o n\xe3o se tem defesa nacional alguma. A batalha entre os intelectuais do corpus separatum bras\xedlico e o estamento burocr\xe1tico brasileiro continuar\xe1, na virada do terceiro s\xe9culo p\xe1trio, pela verdadeira independ\xeancia da p\xe1tria....Mas para que nesta parte magoemos ao Dem\xf4nio, que tanto trabalhou e trabalha por extinguir a mem\xf3ria da Santa Cruz e desterr\xe1-la dos cora\xe7\xf5es dos homens, mediante a qual somos redimidos e livrados do poder de sua tirania, tornemo-lhe a restituir seu nome e chamemo lhe Prov\xedncia de Santa Cruz, como em principio porque na verdade mais \xe9 destimar, e melhor soa nos ouvidos da gente Crist\xe3 o nome de um p\xe3o em que se obrou o mist\xe9rio de nossa reden\xe7\xe3o que o doutro que n\xe3o serve de mais que de tingir panos ou cousas semelhantes. P\xearo de Magalh\xe3es G\xe2ndavo, Hist\xf3ria da Prov\xedncia de Santa CruzE assim exposto fragmentos do que h\xe1 no livro, entre muitas outras coisas e aprofundamentos, o leitor poder\xe1 mergulhar no estado da cultura brasileira atual.'