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b'Nesta obra, \xe9 feita uma an\xe1lise da possibilidade de as rela\xe7\xf5es poliafetivas serem reconhecidas como entidades familiares no ordenamento p\xe1trio. Na pesquisa foi adotada a premissa de que o direito \xe9 uno e coerente, portanto, os mesmos princ\xedpios e constru\xe7\xf5es jur\xeddicas desenvolvidas nos julgamentos anteriores em situa\xe7\xf5es correlatas servem de alicerce para novas interpreta\xe7\xf5es que sejam com estas congruentes. No estudo tamb\xe9m foi dedicada especial aten\xe7\xe3o \xe0 an\xe1lise da natureza jur\xeddica da monogamia e sua relev\xe2ncia no conceito de fam\xedlia trazido pela Constitui\xe7\xe3o Federal e \xe9 nesse cen\xe1rio que se aborda a necessidade ou n\xe3o de legisla\xe7\xe3o expressa para o reconhecimento de novas formas de entidades familiares. Em sintonia com essa linha de pesquisa, este estudo utiliza como fundamento te\xf3rico a teoria da integridade do direito e a met\xe1fora do romance em cadeia proposto por Ronald Dworkin. Partindo dessa perspectiva, esta obra adentra na atual concep\xe7\xe3o de fam\xedlia, na defini\xe7\xe3o do que s\xe3o rela\xe7\xf5es poliafetivas e na an\xe1lise da base principiol\xf3gica e de julgamentos paradigm\xe1ticos que permeiam essa tem\xe1tica. No contexto deste estudo, os princ\xedpios servem de substrato normativo e as decis\xf5es dos tribunais superiores servem como comprova\xe7\xe3o de sua aplicabilidade na seara social, permitindo, assim, elucidar a quest\xe3o central desta obra: afinal, \xe9 poss\xedvel o reconhecimento das rela\xe7\xf5es poliafetivas como entidades familiares?'