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b'Era no metr\xf4 que liamos reflex\xf5es do poeta Hor\xe1cio, dizendo que a poesia era doce e \xfatil. No entanto, as condi\xe7\xf5es em que aquelas reflex\xf5es eram lidas, num vag\xe3o de trem, lotado, gente falando mal dos colegas do trabalho e, o que n\xe3o poderia faltar, falando mal do chefe, do baixo sal\xe1rio, das situa\xe7\xf5es terr\xedveis de trabalho, desde tempos imemoriais; enfim, essas e outras condi\xe7\xf5es n\xe3o permitiriam que nenhum poeta chegasse a casa, cansado da labuta e da viagem, e, perdido na inquietude de seus sentimentos e de seus pensamentos, inda pudesse escrever qualquer coisa que levasse o nome de doce ou \xfatil. Donde a contradi\xe7\xe3o de Amargo & In\xfatil! Livro para ser lido e jogado fora como algo t\xe3o descart\xe1vel quanto o rid\xedculo dos jornais, que servem para aparar as sujeiras dos animais de estima\xe7\xe3o. O pa\xeds, com possibilidades de supera\xe7\xe3o, por\xe9m correndo o risco de se tornar amargo e in\xfatil, talvez merecesse mesmo, naquela ocasi\xe3o o ano de 1999 livro com um t\xedtulo que tal.'
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