Tu carrito esta vacio.
Libro disponible en 5 dias hábiles.
b'Este estudo analisa, em "Vaca de nariz sutil" e em "A chuva im\xf3vel", de Campos de Carvalho, a figura\xe7\xe3o do absurdo existencial a partir da po\xe9tica do nonsense. Lida-se com uma esfera tem\xe1tica, numa perspectiva filos\xf3fica, e com uma esfera expressiva, numa perspectiva est\xe9tico-liter\xe1ria, as quais se acham intimamente ligadas nas obras em quest\xe3o. Busca-se inicialmente explicitar e problematizar a no\xe7\xe3o de absurdo existencial, que aparece, sobretudo, no pensamento de Jean-Paul Sartre e Albert Camus. Realiza-se, ainda, um estudo da hist\xf3ria, da constitui\xe7\xe3o est\xe9tica e da vis\xe3o de mundo da linguagem nonsense, ancorando-se nos estudos cr\xedticos e te\xf3ricos de Wim Tigges, Gilles Deleuze e Jean-Jacques Lecercle, dentre outros. Uma an\xe1lise pormenorizada das narrativas revela uma s\xe9rie de temas e procedimentos, que podem ser chamados de nons\xeansicos por se constitu\xedrem na tens\xe3o entre sentido e n\xe3o-sentido. \xc9 poss\xedvel vislumbrar um movimento de m\xe3o dupla: a po\xe9tica do nonsense corrobora e \xe9 corroborada pelo sentimento do absurdo. Os efeitos de linguagem \xe0 maneira nonsense correlacionam-se, estruturalmente, com a condi\xe7\xe3o de mal-estar de dois narradores-protagonistas em dissens\xe3o social e absurdez existencial. Enfim, a po\xe9tica do nonsense surge como uma t\xe9cnica narrativa que, por explorar os limites l\xf3gicos da linguagem, tem um estranho poder de figurar a incompreensibilidade da exist\xeancia e da ordem social, o frenesi dos tempos (p\xf3s)modernos e o desencantamento em situa\xe7\xe3o p\xf3s-guerra.'