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b'Hannah Arendt provavelmente n\xe3o se surpreenderia muito com o advento da ideia de home office, muito menos com o dom\xednio do trabalho sobre outras atividades humanas. Em sua obra The Human Condition, publicada em 1958, Arendt deixa claro, de um lado, como o trabalho (labor) passou a ser glorificado e tornou-se desde os tempos modernos a atividade humana par excellence, sobrepondo-se \xe0s outras atividades fundamentais que condicionam a vida humana a obra (work) e a a\xe7\xe3o (action). De outro lado, entretanto, aponta para as consequ\xeancias funestas dessa supremacia como sua rela\xe7\xe3o \xedntima com o totalitarismo, cuja g\xeanesis e caracter\xedsticas j\xe1 haviam sido minuciosamente escrutinadas em seu livro The Origins of Totalitarianism, de 1951, e nas vers\xf5es alem\xe3s da obra (Elemente und Urspr\xfcnge totaler Herrschaft), publicadas em 1955, 1958 e 1966. A presente obra de Adahilton Dourado J\xfanior n\xe3o se restringe a uma mera apresenta\xe7\xe3o desses dois livros, mas, considerando tamb\xe9m outros importantes trabalhos de Hannah Arendt, especialmente seu relato sobre o processo de Eichmann Eichmann in Jerusalem: A Report on the Banality of Evil (1963) e suas an\xe1lises sobre a revolu\xe7\xe3o enquanto luta pela express\xe3o da liberdade On Revolution (1963) , escrutina a rela\xe7\xe3o entre a preconiza\xe7\xe3o do trabalho e as origens do totalitarismo, bem como as causas que levaram os tempos modernos a uma aliena\xe7\xe3o da esfera p\xfablica.'