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b'N\xe3o precisa de muito tempo. Basta olhar para a televis\xe3o que, em poucos minutos, \xe9 poss\xedvel perceber que a atua\xe7\xe3o dos apresentadores nos telejornais sofreu algumas transforma\xe7\xf5es. Se focarmos a lente em programas ditos sensacionalistas, essas mudan\xe7as ficam ainda mais evidentes na forma e no estilo de apresenta\xe7\xe3o. Antes, eram os rep\xf3rteres que desempenhavam um papel de protagonismo no ato de contar e levar hist\xf3rias ao p\xfablico. Atualmente, em programas televisivos denominados sensacionalistas, a figura do apresentador passou a ganhar maior destaque pela performance em frente \xe0s c\xe2meras ao utilizar recursos da dramatiza\xe7\xe3o. Antes, era mais sisudo e s\xe9rio. Agora, o apresentador trouxe os holofotes para si, transformando-se na estrela do show. O est\xfadio de TV passa a ser um palco, o conte\xfado torna-se um espet\xe1culo da vida real e o apresentador o grande protagonista da pe\xe7a. Ele tem maior liberdade nos movimentos, d\xe1 as costas para as c\xe2meras, faz caras e bocas, improvisa e se comunica com outros integrantes da equipe durante o programa. Ah, \xe9 importante lembrar: nada \xe9 gravado, \xe9 tudo ao vivo. A obra n\xe3o analisa a qualidade do conte\xfado em si, mas, sim, seu potencial em prender a aten\xe7\xe3o do telespectador por meio das estrat\xe9gias utilizadas pelos apresentadores. Mas que elementos s\xe3o esses? Seria apenas o conte\xfado policialesco? A narrativa? A figura do apresentador? A linguagem? A exacerba\xe7\xe3o? A cultura popular? Bom, a resposta voc\xea encontra durante a leitura do livro.'