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b'No \xa719 de O mundo como vontade e como representa\xe7\xe3o, Schopenhauer procura desvendar a ess\xeancia do mundo por meio de uma decisiva e controversa analogia com nosso pr\xf3prio corpo. Com base nas considera\xe7\xf5es da bibliografia especializada, dois questionamentos se imp\xf5em: a) pode-se sustentar que a analogia funcione como uma prova, tendo em vista as fortes obje\xe7\xf5es a que ela est\xe1 sujeita, de uma perspectiva da l\xf3gica cl\xe1ssica? E, b) se ela se configura como um instrumento de acesso \xe0 ess\xeancia do mundo, o conhecimento dessa ess\xeancia \xe9 t\xe3o certo quanto aquele mais imediato, percebido por cada um a partir de seu corpo? Cada uma dessas quest\xf5es ser\xe1 analisada contra um pano de fundo espec\xedfico: a primeira, \xe0 luz da teoria do conhecimento de Schopenhauer, a segunda, a partir de sua cr\xedtica da maneira como Kant aborda o problema da coisa em si. Caso a analogia seja lida como um argumento ret\xf3rico, que n\xe3o tem a inten\xe7\xe3o de provar uma tese com corre\xe7\xe3o formal, mas persuadir o interlocutor de sua verossimilhan\xe7a, as discuss\xf5es sobre sua validade l\xf3gica redundariam secund\xe1rias. Essa \xe9 a chave de leitura proposta aqui como alternativa, e que suscita uma terceira quest\xe3o: \xe9 poss\xedvel esperar que essa verossimilhan\xe7a seja convertida, de fato, num conhecimento verdadeiro do car\xe1ter mais \xedntimo do mundo? Essa resposta ser\xe1 buscada, sobretudo, em manuais de ret\xf3rica e nos pontos de contato que o pr\xf3prio Schopenhauer destacou entre a sua metaf\xedsica e as ci\xeancias emp\xedricas de sua \xe9poca.'