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b'Este estudo se prop\xf5e a investigar a concep\xe7\xe3o do ideal humanista presente na obra de Cha\xefm Perelman. Ideal que s\xf3 seria alcan\xe7ado ao se superar um tipo de racionalidade que teria tolhido a possibilidade de uma raz\xe3o pr\xe1tica fator indispens\xe1vel para que se realize esse ideal tradicional da filosofia: o de alcan\xe7ar a comunh\xe3o e o entendimento. Ou seja, a cria\xe7\xe3o do acordo baseado na raz\xe3o pr\xe1tica, que Perelman chama de audit\xf3rio universal, poderia ser realizada com a responsabilidade e o engajamento, baseado n\xe3o em resolu\xe7\xf5es absolutas, calcado em uma s\xf3 concep\xe7\xe3o de realidade, mas na considera\xe7\xe3o das pluralidades de opini\xf5es como age um juiz da common law, isto \xe9, baseado no instrumental (organon) argumentativo presente na Ret\xf3rica e na T\xf3pica desenvolvidas por Arist\xf3teles. Por isso, caberia ao fil\xf3sofo propor valores e normas pr\xe1ticas t\xe3o universais como os do Imperativo Categ\xf3rico de Kant, mas sem a distin\xe7\xe3o feita por ele entre o sujeito e o objeto, a teoria e a pr\xe1tica, caracter\xedsticos desse autor.Assim, de acordo com Perelman, o fil\xf3sofo tem por objetivo propor resolu\xe7\xf5es \xe0s quest\xf5es pr\xe1ticas universais, calcadas na constante discuss\xe3o e testes dessas resolu\xe7\xf5es feitos pela sociedade. Por isso mesmo, o fil\xf3sofo teria fun\xe7\xe3o normativa, isto \xe9, qualificar os temas segundo uma hierarquia de valores. Segundo esse racioc\xednio, o fil\xf3sofo sabe da precariedade dessas resolu\xe7\xf5es, j\xe1 que num contexto hist\xf3rico diferente quando outros se depararem com a mesma quest\xe3o esses ter\xe3o possivelmente resolu\xe7\xf5es deferentes; apesar disso, ele sabe que tem que se posicionar, ao contr\xe1rio do cientista que pode recusar uma quest\xe3o. Isso porque em quest\xf5es pr\xe1ticas n\xe3o tomar uma posi\xe7\xe3o j\xe1 seria se posicionar. Assim, o fil\xf3sofo seria um funcion\xe1rio da humanidade.'