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b'Este livro tem como objetivo analisar as leis florestais inglesas, na perspectiva das rela\xe7\xf5es de poder entre a monarquia, a aristocracia (laica e eclesi\xe1stica) e o restante da sociedade, que de alguma maneira se vinculava ao espa\xe7o da floresta. A demarca\xe7\xe3o das florestas r\xe9gias na Inglaterra chegou a alcan\xe7ar um ter\xe7o do reino, configurando um instrumento importante no exerc\xedcio do poder, que se manifestava, principalmente, nos tribunais que julgavam os atos de infra\xe7\xe3o cometidos por atores pertencentes a extratos sociais diversos. Para esta pesquisa, foram analisadas tr\xeas fontes prim\xe1rias: a Carta das Florestas, de 1217; Select Pleas of the Forest, que consiste em um apanhado de casos judiciais oriundos dos anais das Cortes Florestais; as cartas de concess\xf5es e privil\xe9gios emitidas por Henrique III. O estudo da historiografia que aborda o tema das florestas r\xe9gias inglesas \xe9 igualmente importante, tanto no que se refere a informa\xe7\xf5es eruditas essenciais para a constru\xe7\xe3o do objeto de estudo, mas tamb\xe9m para compreendermos de que forma a tradi\xe7\xe3o historiogr\xe1fica promove a evid\xeancia do controle sobre as florestas e que lhe permite identificar a tend\xeancia monopolista do poder r\xe9gio ingl\xeas. Entretanto, com base na an\xe1lise da documenta\xe7\xe3o, foi poss\xedvel chegar a conclus\xf5es que tornam o panorama do poder pol\xedtico ingl\xeas mais complexo. Foi poss\xedvel interpretar as leis florestais em seu contexto, analisando puni\xe7\xf5es e exce\xe7\xf5es, em uma perspectiva mais pluralista do poder.'