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b'O presente livro teve como objetivo analisar os povos ind\xedgenas no processo da forma\xe7\xe3o pol\xedtica e hist\xf3rica dos territ\xf3rios e das suas territorialidades no Brasil imp\xe9rio. Essa nova leitura emerge da necessidade de uma renova\xe7\xe3o de horizontes a partir de novas perspectivas, com olhares voltados para um mesmo lapso temporal, entretanto, vislumbrando \xf3ticas que estiveram obscurecidas. A \xe9poca a ser explorada decorre do per\xedodo imperial brasileiro, quando tivemos a outorga da nossa primeira Constitui\xe7\xe3o, em 1824, tendo sido a de maior tempo de vig\xeancia na hist\xf3ria do Brasil, vigorando at\xe9 1889. Os elementos que justificaram a pesquisa referiram-se \xe0 constata\xe7\xe3o de um olhar para o per\xedodo do Brasil imp\xe9rio que perpetue uma ruptura com as cont\xednuas (des)constru\xe7\xf5es que ignoram, pormenorizam ou excluem os povos ind\xedgenas na invas\xe3o dos seus territ\xf3rios e na desconstru\xe7\xe3o de suas territorialidades; que possibilite a constitui\xe7\xe3o hist\xf3rica os elencando como sujeitos, reconhecendo a nega\xe7\xe3o da sua inser\xe7\xe3o na participa\xe7\xe3o pol\xedtica, por meio da constitui\xe7\xe3o, legisla\xe7\xf5es, decretos, regulamentos, dentre outros, que propiciem olhares aos povos que s\xe3o os origin\xe1rios dessa terra, os respeitando e considerando todas as suas dinamicidades, complexidades e potencialidades. A escolha do per\xedodo imperial justifica-se por ser o in\xedcio da constru\xe7\xe3o do Estado e a forma\xe7\xe3o identit\xe1ria brasileira, sendo a Constitui\xe7\xe3o um dos pilares para essa consolida\xe7\xe3o, bem como a delimitadora dos acessos/afastamentos a uma amplia\xe7\xe3o da participa\xe7\xe3o pol\xedtica. O estudo conta com uma abordagem qualitativa, sendo desenvolvido por meio da pesquisa bibliogr\xe1fica. Faz-se preciso ressaltar entre aqueles que constroem a ci\xeancia do direito a import\xe2ncia da observ\xe2ncia dos fatos passados, para dimensionar a perpetuidade de algumas desigualdades que ainda persistem em contextos atuais, pois o imagin\xe1rio criado \xe9 atemporal e a sua mera reprodu\xe7\xe3o h\xe1 que atentar-se para as conjunturas que o criaram.'