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b'A criminologia de crimes de Estado \xe9 um ramo crescente, mas ainda comparativamente pequeno, da criminologia cr\xedtica. Uma \xe1rea cuja preocupa\xe7\xe3o \xe9 destrinchar os entremeios de poder que d\xe3o causa \xe0s a\xe7\xf5es e omiss\xf5es de Estados que mais lesam a humanidade: as guerras humanit\xe1rias, as viol\xeancias policiais, a corrup\xe7\xe3o como meio de governo, a fome, entre outros. Ao colocar essas viola\xe7\xf5es no centro do estudo criminol\xf3gico, torna-se poss\xedvel chamar a aten\xe7\xe3o para a criminalidade que vai contra as conquistas dos avan\xe7os civilizat\xf3rios. Apesar do amplo campo fornecido pela realidade brasileira, no pa\xeds, as a\xe7\xf5es e omiss\xf5es danosas do Estado s\xe3o estudadas por \xf3ticas diversas da criminologia de crimes de Estado, por isso a presente pesquisa busca contribuir para a divulga\xe7\xe3o e aprimoramento desse ramo da criminologia, atrav\xe9s de um estudo de caso. Para isso, analisa-se a Crise da Seguran\xe7a P\xfablica do Esp\xedrito Santo em 2017. Perquirindo-se o fen\xf4meno, pode-se conhecer as din\xe2micas de poder que entremearam as a\xe7\xf5es e omiss\xf5es do Estado, contribuindo para que a normalidade da viola\xe7\xe3o de direitos humanos vivenciada pela popula\xe7\xe3o do Esp\xedrito Santo fosse escondida. Essas a\xe7\xf5es e omiss\xf5es do Estado, percebidas na unidimensionalidade da seguran\xe7a p\xfablica e no papel da austeridade, constituem os principais elementos das viola\xe7\xf5es de direitos humanos que ganharam visibilidade durante a Crise de 2017 caracterizando o crime de Estado.'