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b'O objetivo deste trabalho \xe9 oferecer ao leitor da obra de Gilberto Freyre, em especial de Casa Grande & Senzala e Sobrados e Mucambos, uma linha interpretativa que permita considerar de forma adequada o lugar dos conceitos de ra\xe7a e nacionalidade na obra do autor, sem reduzi-los a interpreta\xe7\xf5es superficiais ou equivocadas que apontam Freyre como criador da teoria da democracia racial ou do elogio \xe0 mesti\xe7agem. Para tanto, retornei \xe0 obra de Franz Boas, seu orientador e autor que esteve sempre presente na estrutura\xe7\xe3o dos argumentos de Gilberto Freyre, a fim de encontrar o conceito de ra\xe7a nacional, o qual \xe9 usualmente ofuscado pela tradi\xe7\xe3o culturalista atribu\xedda \xe0 antropologia boasiana. No trabalho de Franz Boas, encontrei preocupa\xe7\xf5es an\xe1logas \xe0quelas presentes nas obras de Freyre, sendo assim poss\xedvel me contrastar \xe0s afirma\xe7\xf5es de que o pensamento freyriano afastava-se da antropologia boasiana. Ao mesmo tempo, pude encontrar na no\xe7\xe3o de ra\xe7a nacional uma das linhas mestras para a interpreta\xe7\xe3o de Casa Grande & Senzala e de Sobrados e Mucambos. Em Freyre, a quest\xe3o racial centra-se num emaranhado de rela\xe7\xf5es entre vari\xe1veis econ\xf4micas, ecol\xf3gicas, de adapta\xe7\xf5es dos organismos ao clima, da possibilidade de transmiss\xe3o heredit\xe1ria de tais adequa\xe7\xf5es assim como da constitui\xe7\xe3o e transmiss\xe3o de elementos culturais ao que se chamava milieu complexidades que nos levam muito al\xe9m da miscigena\xe7\xe3o.'