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b'O profissional de sa\xfade \xe9 um cuidador na medida em que se prop\xf5e a lidar com pessoas que padecem de doen\xe7as f\xedsicas ou mentais. Mas as expectativas sobre ele depositadas por pacientes e seus familiares excede, muitas vezes, a possibilidade de satisfaz\xea-las, dadas as limita\xe7\xf5es de recursos e de conhecimento frente \xe0 doen\xe7a e \xe0 morte. N\xe3o obstante o prazer de ajudar, de cuidar, inevitavelmente o profissional se v\xea diante de um estresse constante, cuja consequ\xeancia \xe9, muitas vezes, adoecer, chegar ao esgotamento laboral que caracteriza a s\xedndrome de burnout. Como forma de evit\xe1-la, o autor prop\xf5e que os profissionais estendam o cuidar dos pacientes ao cuidado com os pr\xf3prios colegas da equipe de trabalho, cultivando entre eles rela\xe7\xf5es acolhedoras e emp\xe1ticas e se apoiando mutuamente, numa constante troca de pap\xe9is, ora sendo cuidadores, ora sendo cuidados. Ao trabalhar numa equipe que funcione como cuidadora de si mesma, os profissionais automaticamente agem preventivamente, evitando a s\xedndrome de burnout.\nEmbora pare\xe7a dif\xedcil, a experi\xeancia de cuidar ser cuidado existe potencialmente em todos n\xf3s, porque fomos beb\xeas e precisamos de algu\xe9m que cuidasse de n\xf3s. Basta reativ\xe1-la. A proposta aqui apresentada se baseia em conceitos te\xf3ricos, mas, sobretudo, em experi\xeancia vivenciada numa equipe de sa\xfade. O autor convida-o/a a compartilhar dessa experi\xeancia.'