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b'O poder pol\xedtico suscita discuss\xf5es e questionamentos, que passam pelo modo de investidura e chega aos limites de seu exerc\xedcio, raz\xe3o pela qual as teorias acerca da soberania se transformam ao longo do tempo. No Brasil, o desenvolvimento dos direitos pol\xedticos conta com avan\xe7os e retrocessos, que influenciou o sentimento coletivo sobre votar e ser votado. A Constitui\xe7\xe3o Federal de 1988 instituiu o sufr\xe1gio universal e peri\xf3dico e adotou formas de democracia semidireta como o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular, mas n\xe3o foi capaz de resolver a crise de representatividade pol\xedtica existente no pa\xeds. Agora, ultrapassados mais de trinta anos da promulga\xe7\xe3o da Constitui\xe7\xe3o Federal brasileira, o sistema pol\xedtico sofre de legitimidade perante os cidad\xe3os. Esc\xe2ndalos e campanhas eleitorais milion\xe1rias servem como lenha na fogueira do desgaste da pol\xedtica brasileira. Temas como fixa\xe7\xe3o do n\xfamero de parlamentares na C\xe2mara dos Deputados, cassa\xe7\xe3o autom\xe1tica de mandatos e financiamento de campanha eleitoral fazem parte dos assuntos de natureza pol\xedtica que s\xe3o questionados na via judicial. Diante desse contexto, discute-se neste trabalho a necessidade de mudan\xe7as no processo eleitoral brasileiro, a tens\xe3o entre a Pol\xedtica e o Direito sob a \xf3tica da jurisdi\xe7\xe3o constitucional, os mecanismos de participa\xe7\xe3o popular e a Separa\xe7\xe3o de Poderes.'