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b'O stress no trabalho pode ser compreendido como um desgaste (Seligmann-Silva) biops\xedquico e socioinstitucional que, para ser revertido, requer profundas transforma\xe7\xf5es sociais e dos modelos de gest\xe3o e organiza\xe7\xe3o do trabalho. A aposta nas possibilidades de transforma\xe7\xe3o institucional e social a partir do coletivo dos trabalhadores e do espa\xe7o da palavra no trabalho (Dejours) deve levar em conta considera\xe7\xf5es cr\xedticas acerca da preval\xeancia do imagin\xe1rio enganador e da racionalidade instrumental nas organiza\xe7\xf5es (Enriquez), assim como formula\xe7\xf5es freudo-marxistas a respeito do sistema de poder s\xf3cio-mental (Pag\xe8s). Segundo o referencial te\xf3rico interdisciplinar psicodin\xe2mico e psicossociol\xf3gico articulado aos fundamentos do materialismo hist\xf3rico-dial\xe9tico, no campo social e institucional existe n\xe3o apenas o determinado e o poss\xedvel, mas um conjunto de indetermina\xe7\xf5es e poss\xedveis. Ao imagin\xe1rio enganador se contrap\xf5e o imagin\xe1rio motor. Ao sofrimento patog\xeanico e aliena\xe7\xe3o, o estranhamento, mobilizador da subvers\xe3o criativa e da inscri\xe7\xe3o do desejo e da subjetividade no trabalho. A escuta do sujeito estressado e o reconhecimento das contribui\xe7\xf5es do coletivo dos trabalhadores s\xe3o condi\xe7\xf5es imprescind\xedveis para as necess\xe1rias transforma\xe7\xf5es dos modelos patog\xeanicos de gest\xe3o e organiza\xe7\xe3o do trabalho em prol da sa\xfade mental no trabalho. Eis os aspectos abordados na presente an\xe1lise de pesquisa sobre o stress em guardas municipais.'