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b'Na atualidade, prevalece uma cultura pautada no ideal de consumo e bem-estar, onde o reconhecimento social est\xe1 associado \xe0 ideia de sucesso e felicidade. Portanto, n\xe3o conv\xe9m ao sujeito falar sobre o seu sofrimento. Logo, se a morte gera sofrimento, ela deve ser silenciada. O interdito da morte ingressou no processo de ensino-aprendizagem dos profissionais de sa\xfade, sobretudo dos m\xe9dicos. Esta interdi\xe7\xe3o faz parte do processo civilizador moderno e est\xe1 atrelada \xe0s conquistas do iluminismo cient\xedfico, que criou socialmente a solid\xe3o dos moribundos e enlutados. Houve um enfraquecimento dos rituais p\xfablicos em torno da morte e, consequentemente, um fortalecimento da medicaliza\xe7\xe3o pela ci\xeancia. A morte passou a ser medicalizada, por meio de tecnologias, assim como o luto. Contudo, n\xe3o h\xe1 como negar a tristeza gerada pela morte de um familiar. Freud entoa a relev\xe2ncia do exame de realidade e o fator tempo. O autor aponta que \xe9 justamente entrando em contato com os sentimentos que envolvem a perda de um ente querido que se possibilita a elabora\xe7\xe3o do luto. Diante disso, o presente trabalho tem o objetivo de problematizar como a morte e o luto s\xe3o retratados nos dias atuais e nas institui\xe7\xf5es hospitalares e seu impacto sobre as pessoas que vivenciam uma experi\xeancia de perda de um ente querido.'
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