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b'Este livro destaca o impacto do real em um hospital. Fundamenta-se na Psican\xe1lise, nas abordagens te\xf3ricas de Sigmund Freud e de Jacques Lacan, trazendo tamb\xe9m contribui\xe7\xf5es de outros autores. Aponta, inicialmente, os tr\xeas registros indicados por Lacan o simb\xf3lico, o imagin\xe1rio e o real dando \xeanfase ao real, que se manifesta, frequentemente, no contexto hospitalar. O real \xe9 definido como o que escapa ao simb\xf3lico, o que n\xe3o tem sentido e pode chegar a ser traum\xe1tico. O conceito de trauma \xe9 abordado enquanto um excesso de energia que invade o aparelho ps\xedquico, sem que o sujeito consiga se preparar para poder dar conta dele. Como poss\xedveis prote\xe7\xf5es contra o real s\xe3o estudadas a ang\xfastia, as fantasias e o humor. Constata-se que as presen\xe7as constantes da ang\xfastia e da morte no hospital testemunham que o real est\xe1 ali, insistindo em aparecer. A ang\xfastia enquanto afeto que surge quando o sujeito se confronta com o real, e a morte como uma das figuras do real, aquela que aponta para o imposs\xedvel. Diante de um perigo, por exemplo, o da imin\xeancia da morte, muitos pacientes se angustiam. Eles est\xe3o, constantemente, frente a acontecimentos da ordem do horror, do insuport\xe1vel. Tamb\xe9m ser\xe1 discutido o discurso m\xe9dico, predominante no hospital, e o discurso do analista, enfocando as diferen\xe7as no modo como eles lidam com a presen\xe7a do real no hospital. S\xe3o apresentados diversos fragmentos de casos cl\xednicos, a fim de articular a minha pr\xe1tica com a teoria de Freud e de Lacan.'