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b'Neste livro analisamos o romance Cora\xe7\xe3o apertado (2010), da escritora francesa Marie NDiaye, sob a perspectiva da categoria espa\xe7o, no que tange \xe0 sua acep\xe7\xe3o no texto liter\xe1rio. Na obra, temos narrada, em primeira pessoa, a conturbada hist\xf3ria de Nadia, francesa filha de imigrantes que decide abandonar a periferia em que habitam seus familiares e antigos amigos para se inserir no cen\xe1rio do centro da cidade de Bordeaux, onde ela se casa com um verdadeiro franc\xeas e passa a viver o contexto da elite bordalesa. Seu deslocamento no espa\xe7o se efetiva tamb\xe9m como uma reconfigura\xe7\xe3o do tempo, visto que a personagem nega e deixa para tr\xe1s o seu passado. O que acontece, por\xe9m, \xe9 que repentinamente tudo come\xe7a a mudar, e a sua nova realidade surge fugaz, amea\xe7adora e monstruosa. A no\xe7\xe3o de espa\xe7o \xe9 nitidamente presente no livro, desde o seu t\xedtulo, e duas das perguntas que para n\xf3s ecoam durante toda a leitura s\xe3o: de que modo os espa\xe7os s\xe3o ocupados pelo indiv\xedduo contempor\xe2neo? Identidades distintas s\xe3o, de fato, alvos de aceita\xe7\xe3o? Debru\xe7amo-nos, assim, sobre os aspectos espaciais presentes no texto, a fim de compreendermos como eles se efetivam na narrativa, como tamb\xe9m objetivamos compreender algumas facetas que comp\xf5em o perfil do sujeito contempor\xe2neo.'
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