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b'Todos os seres humanos s\xe3o dotados de uma qualidade intr\xednseca, a capacidade de formular os pr\xf3prios desejos e de organizar tudo o que est\xe1 a sua volta. Essa bagagem de desejos despertados no \xedntimo de cada ser humano se origina de acordo com o desenvolvimento de sua personalidade e, quando externados, moldam a realidade existencial do sujeito ao seu modo, assim, denomina-se autonomia decis\xf3ria. Em outras palavras, o direito de aplicar concretamente os desejos individuais \xe9 concedido pela autonomia decis\xf3ria. O simples fato de ser uma pessoa livre perante os familiares, sociedade e Estado garante a prerrogativa de estabelecer os limites que melhor se ajustam ao contexto individual, especificamente para enfermidade terminal. A obra apresenta os mecanismos para o exerc\xedcio pleno da autonomia decis\xf3ria de pacientes internados em Unidades de Tratamento Intensivo, de modo que o paciente seja o titular das decis\xf5es que visam limitar ou n\xe3o os tratamentos terap\xeauticos. A pesquisa est\xe1 pautada no estudo de caso, ocorrido em 2013 no Hospital Universit\xe1rio Evang\xe9lico de Curitiba/PR. O estudo destaca fundamentos jur\xeddicos que asseguram aos pacientes o direito de exercer a sua autonomia decis\xf3ria em situa\xe7\xe3o de terminalidade; as escolhas do paciente pelo desejo de abrevia\xe7\xe3o da vida em face do princ\xedpio constitucional que defende a prote\xe7\xe3o da vida no sistema brasileiro.'