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b'Ap\xf3s mais de uma d\xe9cada de vig\xeancia da Lei n\xba 12.258/2010, que instituiu a monitora\xe7\xe3o eletr\xf4nica de condenados penais no Brasil, poucos s\xe3o os dados emp\xedricos acerca do atendimento aos quatro fundamentos legitimadores dos discursos criminol\xf3gicos que impulsionaram a inova\xe7\xe3o legislativa (redu\xe7\xe3o da popula\xe7\xe3o carcer\xe1ria, economia ao er\xe1rio p\xfablico, humaniza\xe7\xe3o no cumprimento da pena e evita\xe7\xe3o de recidivas penais). O presente trabalho pretende avaliar n\xe3o apenas a adequa\xe7\xe3o entre o discurso legislativo formal e o informal, revelado nas discuss\xf5es plen\xe1rias e pronunciamentos parlamentares que permearam a mudan\xe7a na legisla\xe7\xe3o, mas tamb\xe9m se, a partir da experi\xeancia do Distrito Federal, os argumentos fundantes do discurso oficial podem ser verificados na pr\xe1tica da execu\xe7\xe3o penal. Para tanto, realizar-se-\xe1 o levantamento de dados do sistema prisional do Distrito Federal e do cumprimento de pena em monitora\xe7\xe3o eletr\xf4nica na referida Unidade da Federa\xe7\xe3o no bi\xeanio 2019/2020, per\xedodo em que, embalada pela necessidade de ado\xe7\xe3o de medidas de enfrentamento da pandemia de COVID-19, dentre as quais a tentativa de redu\xe7\xe3o da superlota\xe7\xe3o prisional, houve expans\xe3o da utiliza\xe7\xe3o da ferramenta tecnol\xf3gica na vigil\xe2ncia de condenados penais.'