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b'Este livro interpela a compreens\xe3o da justi\xe7a restaurativa enquanto mera tecnologia social de resolu\xe7\xe3o de conflitos, produzindo um realinhamento da pr\xe1xis restaurativa em dire\xe7\xe3o \xe0s lutas e movimentos voltados para a promo\xe7\xe3o da justi\xe7a social, \xe9tnico-racial e socioambiental, o que demanda o tratamento de traumas hist\xf3ricos e intergeracionais sofridos pela popula\xe7\xe3o negra no Brasil. Trata-se de um entendimento da justi\xe7a restaurativa que busca a transforma\xe7\xe3o de padr\xf5es conflitivos assentados em viol\xeancias estruturais, institucionais, culturais e hist\xf3ricas. Partindo do estudo de caso do conflituoso processo de identifica\xe7\xe3o como quilombo da comunidade de Patos do Ituqui, no munic\xedpio de Santar\xe9m, estado do Par\xe1, o autor descreve de forma pormenorizada as lutas por reconhecimento e direitos das comunidades remanescentes de quilombos no Brasil; os limites e possibilidades da conforma\xe7\xe3o social de identidades \xe9tnico-raciais de moradores de comunidades rurais de ancestralidades negras em torno da categoria quilombola; assim como as concep\xe7\xf5es e procedimentos utilizados na aplica\xe7\xe3o da justi\xe7a restaurativa em Patos do Ituqui, com vistas a estimular o fortalecimento da autonomia e da autodetermina\xe7\xe3o dos moradores da comunidade face a um conflito identit\xe1rio. O livro tamb\xe9m aborda os obst\xe1culos enfrentados na consecu\xe7\xe3o desta atividade e seus principais resultados, que levaram a discutir o significado da justi\xe7a restaurativa para os quilombos na Amaz\xf4nia brasileira.'